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Supermercados poderão vender medicamentos com regras específicas, sanciona Lula

Lei autoriza instalação de farmácias dentro de mercados, com exigência de controle técnico e presença de farmacêutico

Flávia Marinho
Por Flávia Marinho 3 Min Leitura
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A venda de medicamentos em supermercados já é realidade no Brasil, mas com regras rígidasImagem: Reprodução/EPTV
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que permite a venda de medicamentos em supermercados, desde que o espaço funcione como uma farmácia independente, com regras próprias e controle técnico. A medida já está em vigor e estabelece critérios rigorosos para garantir a segurança dos consumidores.

Na prática, os supermercados poderão instalar áreas específicas destinadas à comercialização de remédios, mas esses espaços deverão ser separados do restante da loja e seguir as mesmas normas sanitárias exigidas para drogarias tradicionais.

O que muda com a nova lei

A legislação determina que medicamentos não poderão ser expostos em gôndolas comuns, junto a alimentos ou outros produtos. A venda deverá ocorrer exclusivamente dentro de uma área delimitada, que funcione como uma farmácia completa.

Outro ponto central é a obrigatoriedade da presença de um farmacêutico durante todo o horário de funcionamento. O profissional será responsável por orientar os clientes e garantir o controle adequado na dispensação dos medicamentos.

Também está autorizada a venda de medicamentos controlados, desde que sejam cumpridas as exigências legais, como apresentação e retenção de receita médica. Nesses casos, a entrega só poderá ocorrer após o pagamento, e o transporte deve ser feito de forma lacrada quando o caixa estiver fora da área da farmácia.

Operação e fiscalização

Os espaços poderão ser operados pelo próprio supermercado ou por redes de farmácias já autorizadas. Algumas empresas do setor, como a Assaí Atacadista, já haviam anunciado planos para implementar farmácias em suas unidades após a aprovação da lei.

Posição do Conselho de Farmácia

O Conselho Federal de Farmácia participou das discussões do projeto e avaliou o texto final como um avanço em relação às propostas iniciais.

Segundo o presidente do CFF, Walter da Silva Jorge João, a versão sancionada evitou a liberação da venda de medicamentos em prateleiras comuns, o que poderia banalizar o uso desses produtos. Ele ressaltou que, a partir de agora, cabe aos órgãos fiscalizadores garantir o cumprimento rigoroso das regras estabelecidas.

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