O aquecimento já começou

Entre eventos lotados, ausências sentidas e movimentações discretas, o cenário político da capital federal começa a revelar quem está disposto a disputar espaço na corrida de 2026

Dedé Roriz
Por Dedé Roriz 3 Min Leitura
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Marcela Passamani reuniu lideranças e apoiadores em um evento bastante prestigiadoReprodução/redes sociais
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Quem acha que a eleição de 2026 ainda está longe talvez precise observar com mais atenção os movimentos dos últimos dias. O Passarinho circulou por alguns eventos políticos do fim de semana e voltou com uma impressão clara: a pré-campanha já está em andamento.

A comemoração de aniversário da pré-candidata distrital Marcela Passamani chamou atenção pela grande presença de apoiadores, lideranças e convidados. Mais do que uma celebração, o encontro acabou servindo como demonstração de força política.

A pré-candidata Renata Dagiar também reuniu um público expressivo em seu evento. Nos bastidores, a avaliação foi de que ambas começam a consolidar espaço no tabuleiro eleitoral.

Estrutura importa

Outro encontro acompanhado pelo Passarinho aconteceu em Samambaia, onde o pré-candidato distrital Kiko Caputo promoveu um evento do Partido Novo. O perfil do público e o formato do encontro reforçaram o estilo próprio que a legenda mantém no Distrito Federal.

Em comum, Marcela e Renata contam com um fator que costuma fazer diferença quando a campanha ganha ritmo: a estrutura de partidos grandes e organizados. Em política, voto se conquista nas ruas, mas ninguém ignora a importância das articulações partidárias.

Ausências observadas

Nem só de presenças vive a política. O desembargador Sebastião Coelho não participou das agendas e segue em recuperação após uma cirurgia cardíaca. Entre aliados, permanece a expectativa por seu retorno.

Outra ausência sentida foi a da governadora Celina Leão. Após enfrentar um pneumotórax, ela precisou reduzir o ritmo e seguir recomendações médicas, algo que, segundo pessoas próximas, não combina muito com sua rotina habitual.

O espaço em aberto

Enquanto alguns nomes avançam na pré-campanha, uma pergunta continua rondando os bastidores: quem ocupará, em 2026, o espaço do candidato disposto a assumir riscos?

Muitos observadores fazem uma comparação com 2018, quando Ibaneis Rocha surgiu como um político disposto a avançar onde outros hesitavam. Hoje, há muitos interessados em protagonismo, mas poucos demonstram a mesma disposição.

Como ensinava Wanderley Luxemburgo, o medo de perder costuma ser o primeiro passo para deixar de ganhar.

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