O preço das pequenas concessões

Nem sempre perdemos nossos limites de uma vez. Às vezes, tudo começa quando aceitamos aquilo que antes considerávamos inegociável

Martiniano Batista
Por Martiniano Batista 2 Min Leitura
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Saber dizer “não” também é uma forma de proteger valores, limites e escolhas que construímos ao longo da vida
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Quase ninguém abandona seus princípios de uma vez. Normalmente, começa pequeno. Uma concessão aqui, um silêncio conveniente ali, uma escolha que sabemos não ser boa, mas justificamos dizendo: “é só desta vez”.

É assim que muitos limites desaparecem.

Mateus 18 traz uma provocação que continua atual: existem coisas das quais precisamos nos afastar para preservar aquilo que realmente importa. Para além da dimensão religiosa, a reflexão cabe perfeitamente na vida contemporânea.

Saber dizer não

Relacionamentos abusivos, ambientes tóxicos, hábitos prejudiciais, necessidade de aprovação e até ambições sem limites podem nos levar a negociar valores que antes pareciam inegociáveis.

O problema é que toda concessão cobra algum preço.

Amadurecer também significa compreender que perdoar não exige permanecer onde somos feridos. Amar não significa aceitar tudo. Ter empatia não nos obriga a abrir mão dos próprios limites.

Escolhas

Talvez a pergunta mais importante não seja o que ainda queremos conquistar, mas o que precisamos abandonar para seguir adiante.

Chamo isso de fé inteligente: não uma fé que oferece respostas para tudo, mas aquela que nos ajuda a reconhecer onde não devemos ceder.

No fim, algumas das maiores vitórias da vida começam com uma palavra pequena e difícil: não.
Martiniano Batista

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Posted by Martiniano Batista
Evangelista. Secretário executivo pela Faculdade Cecap. Pós-graduando em Ciências Políticas pela Uniminas, especialista em defesa dos direitos da infância e adolescência
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