Enquanto presos do Distrito Federal beneficiados pela saída temporária puderam passar o Dia dos Pais fora das unidades prisionais, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não recebeu autorização para encontrar os filhos Carlos, Flávio e Jair Renan neste domingo (9).
A defesa pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), uma autorização excepcional para o encontro, alegando caráter “estritamente humanitário e familiar”. O pedido foi negado. Segundo Moraes, a suspensão das visitas já havia sido determinada anteriormente e alcançava também os filhos do ex-presidente.
No DF, a Vara de Execuções Penais estabeleceu de 6 a 10 de agosto a quinta saída temporária de 2026. O calendário considerou expressamente o Dia dos Pais entre as datas de relevância familiar. O benefício, entretanto, não é geral: depende do regime, do cumprimento dos requisitos legais e de autorização judicial individual.
Tratamentos distintos
As situações têm fundamentos jurídicos distintos, mas o contraste inevitavelmente alimenta o debate: até onde uma restrição judicial deve alcançar os vínculos familiares de quem está sob custódia do Estado?
Essa abordagem permite ao jornal questionar a decisão de Moraes sem distorcer a regra das saidinhas, o que deixa a crítica muito mais defensável jornalisticamente.



