A corrida eleitoral no Distrito Federal foi tema de uma sequência de entrevistas conduzidas pelo jornalista e colunista do Jornal Capital Federal, Dedé Roriz. A candidata a deputada distrital Júlia Lucy (PL), o candidato ao Governo do Distrito Federal Kiko Caputo e o candidato a deputado distrital Marcelinho Carioca apresentaram suas trajetórias e defenderam diferentes prioridades para a capital.
Júlia Lucy
Ex-deputada distrital, Júlia Lucy explicou a decisão de ter disputado uma vaga na Câmara Federal em 2022 e agora retornar à disputa pela Câmara Legislativa. Segundo ela, a candidatura anterior ocorreu após um convite para integrar uma chapa majoritária e foi mantida mesmo depois da mudança no cenário.
Quando o Regulfe não teve a vaga para o governo, eu honrei a minha palavra e fui federal até o fim, afirmou.
A candidata também foi questionada sobre nepotismo e a escolha de familiares como suplentes para o Senado. Ao defender sua posição, declarou: “Eu, Júlia Lucy, confio na minha filha para isso. Se eu fosse senadora, se eu fosse candidata ao Senado e se a minha filha aceitasse, ela também seria minha primeira suplente.”
Kiko Caputo
Candidato ao governo, Kiko Caputo criticou o formato de debates baseado em ataques pessoais e defendeu uma discussão centrada em propostas. “O confronto não pode ser pessoal, o confronto tem que ser de ideias”, afirmou.
Na área da saúde, apresentou como uma das prioridades a reestruturação das carreiras e a ampliação do número de profissionais. Ao falar sobre sua proposta de governo, resumiu: “A gente precisa dar um choque de honestidade aqui.” Em seguida, defendeu também um “choque de transparência” na administração pública.
Marcelinho Carioca
Candidato a deputado distrital, o ex-jogador destacou a ligação construída com Brasília e o trabalho desenvolvido por seu instituto nas áreas de esporte e educação. Para ele, o esporte deve estar associado à formação escolar.
“Eu não quero formar o desportista de sucesso. Eu quero formar o cidadão que saiba defender seus direitos e interesses pela sociedade”, afirmou.
Ao falar sobre sua proposta de atuação parlamentar, Marcelinho resumiu sua estratégia de fiscalização em uma frase que também se tornou seu slogan: “Se falta, eu cobro e faço.”
As entrevistas fazem parte da cobertura eleitoral do podcast Política do Bem, em parceria com o Jornal Capital Federal, e colocam diferentes trajetórias e propostas no debate sobre o futuro do Distrito Federal.



