Ministério da Justiça pede remoção de 43 canais do Telegram que divulgavam bets ilegais

Perfis reuniam mais de 212 mil membros e foram alvo de ação do governo após medida provisória que proibiu apostas e cassinos on-line no país

Flávia Marinho
Por Flávia Marinho 2 Min Leitura
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Medida provisória que proibiu as bets e os cassinos on-line no país
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O Ministério da Justiça acionou o Telegram no domingo (27) para solicitar a remoção de 43 canais e perfis que divulgavam apostas e jogos de cassino virtuais considerados ilegais no Brasil. Juntos, os canais reúnem 212.634 membros.

A ação é a primeira do ministério desde a edição, na sexta-feira (25), da medida provisória que proibiu as bets e os cassinos on-line no país. Apesar disso, o pedido ao Telegram não foi provocado diretamente pela MP, já que o governo vinha adotando medidas contra sites e perfis que divulgavam plataformas de apostas sem autorização para funcionar no Brasil.

A medida provisória estabelece prazo até a 0h de 6 de outubro para que sites e aplicativos de apostas deixem de operar. Com a nova regra, ações para retirar do ar conteúdos relacionados às apostas ilegais devem se tornar mais frequentes.

Além do pedido ao Telegram, o Ministério da Justiça prepara uma solicitação à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para bloquear mais de 500 sites de apostas considerados ilegais.

Na sexta-feira, o governo também anunciou o envio ao Congresso de um projeto de lei que cria novos crimes relacionados à exploração de jogos on-line. Pela proposta, explorar ou operar apostas de quota fixa poderá resultar em pena de quatro a seis anos de prisão, além de multa, inclusive quando a atividade tiver autorização de autoridades estrangeiras.

As medidas fazem parte das ações do governo federal para reforçar a proibição das apostas on-line no país.

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