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Três anos de 8 de Janeiro: proposta que reduz penas por atos golpistas aguarda decisão de Lula

Projeto aprovado pelo Congresso pode beneficiar condenados pelos ataques aos Três Poderes e réus da trama golpista de 2022

Paulo Cesar Sampaio
Por Paulo Cesar Sampaio 3 Min Leitura
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Prédios do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal e do Palácio do Planalto foram invadidos e depredados durante os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023Imagem: Reprodução
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem até a próxima segunda-feira, 12 de janeiro, para decidir se sanciona ou veta o projeto de lei que pode reduzir as penas de condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. A proposta atinge envolvidos na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, episódio que completou três anos nesta quinta-feira (8).

O texto também pode beneficiar acusados de integrar a organização criminosa que planejou o golpe de Estado em 2022, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro. Lula já afirmou que pretende vetar a medida. Caso isso ocorra, a decisão final ficará a cargo do Congresso Nacional.

O que o Congresso aprovou

A Câmara dos Deputados e o Senado aprovaram o projeto no fim do ano passado. O texto permite a revisão das penas aplicadas a réus considerados do “núcleo crucial” da trama golpista, além de condenados diretamente pelos atos de 8 de janeiro.

Prazo e decisão do presidente

O projeto chegou ao Palácio do Planalto em 19 de dezembro. A partir disso, o presidente passou a analisar se sanciona ou veta a proposta. O veto pode ser total ou parcial e ocorre quando o texto é considerado inconstitucional ou contrário ao interesse público, com a apresentação das justificativas oficiais. Se vetado, o projeto não entra em vigor neste momento.

O que acontece se houver veto

Caso Lula vete a proposta, o texto retorna ao Congresso. Deputados e senadores decidem se mantêm ou derrubam o veto. Para a derrubada, são necessários pelo menos 257 votos na Câmara e 41 no Senado. Se o veto for rejeitado, o projeto se transforma em lei após promulgação.

Questionamentos no STF

Mesmo que a proposta vire lei, ela pode ser contestada no Supremo Tribunal Federal. Partidos políticos, entidades de classe, a Procuradoria-Geral da República e o próprio governo estão entre os legitimados para questionar a validade da norma.

Já há um mandado de segurança em tramitação no STF, apresentado por lideranças do PT, PSB, PCdoB e PSOL na Câmara. A ação aponta possíveis irregularidades na tramitação no Senado, como o uso de emenda de redação para alterar regras de progressão de regime e a redução de prazos na Comissão de Constituição e Justiça.

Se o Supremo entender que houve falhas no processo legislativo, o andamento do projeto pode ser suspenso.

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