O empresário Antônio Vinícius Gritzbach, que foi morto no Aeroporto Internacional de São Paulo em Guarulhos na última sexta-feira (8), afirmou desconhecer qualquer relação com o Primeiro Comando da Capital (PCC) durante entrevista concedida ao jornalista Roberto Cabrini em fevereiro. O conteúdo da entrevista foi transmitido exclusivamente pela Record neste domingo (10).
“Os integrantes do PCC se apresentavam como empresários. Eu não sabia que eram criminosos. Eu intermediava a compra de imóveis para eles”, declarou Gritzbach. Posteriormente, ele expressou arrependimento por ter conhecido essas pessoas.
De acordo com informações do Estadão, Gritzbach atuava como jurado de morte no PCC e sua cabeça tinha uma recompensa de R$ 3 milhões. O empresário também colaborou denunciando um esquema de lavagem de dinheiro dentro da organização e foi acusado de ser o mandante das mortes de Anselmo Becheli Santa Fausta, conhecido como Cara Preta, e Antônio Corona Neto, o Sem Sangue.
Tentativas de assassinato
Em fevereiro, Gritzbach sobreviveu a duas supostas tentativas de assassinato, uma delas na sacada de sua residência. Na ocasião, ele já estava ciente de que era alvo do PCC. “Eu temo pela minha vida, mas quero que a verdade venha à tona”, afirmou.
Em entrevista à Record, Antônio Vinícius avaliou seu patrimônio em R$ 18 milhões e negou ter recebido recursos do PCC, apesar de ser acusado de desviar R$ 100 milhões da facção em criptomoedas.
No sábado (9), a Polícia Federal instaurou um inquérito para apurar a morte de Gritzbach, em colaboração com a Polícia Civil de São Paulo. Foram apreendidos um fuzil e uma pistola próximos ao local onde o veículo dos atiradores foi abandonado, a aproximadamente 7 quilômetros do aeroporto.




