PIX Pensão é aprovado pelo Senado e segue para sanção de Lula; veja como vai funcionar

Sistema permitirá débito automático da pensão alimentícia diretamente da conta do devedor

Paulo Cesar Sampaio
Por Paulo Cesar Sampaio 3 Min Leitura
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Projeto aprovado pelo Senado cria mecanismo de débito automático para pagamento de pensão alimentícia e segue para sanção presidencialImagem: Freepik
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O Senado Federal aprovou na terça-feira (7) o projeto de lei que cria o chamado “PIX Pensão”, mecanismo que permitirá a transferência automática da pensão alimentícia diretamente da conta de quem deve o pagamento para a conta do beneficiário. Agora, a proposta segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A medida altera a legislação para tornar o pagamento da pensão mais ágil e reduzir a inadimplência, dispensando, em muitos casos, a necessidade de novas ações judiciais para cobrar os valores devidos.

Como vai funcionar o PIX Pensão

Pelo texto aprovado, a pessoa que recebe a pensão poderá solicitar ao juiz que determine a transferência automática do valor devido.

Com a autorização judicial, a instituição financeira será responsável por realizar o débito diretamente da conta do pagador nas datas estabelecidas pela Justiça e transferir o dinheiro para a conta do beneficiário ou de seu representante legal.

A proposta busca garantir mais regularidade no pagamento da pensão alimentícia e diminuir os atrasos recorrentes.

O que acontece se não houver saldo

Caso a conta do devedor não tenha saldo suficiente para quitar a pensão, o banco deverá comunicar a autoridade responsável.

A partir dessa comunicação, outros ativos financeiros do devedor poderão ser bloqueados até o valor da dívida atualizada. A regra também se aplica quando o responsável pelo pagamento é empresário individual.

CNJ divulgará estatísticas sobre pensão alimentícia

Outro ponto previsto no projeto determina que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) publique periodicamente estatísticas sobre ações de pensão alimentícia.

Os dados deverão incluir informações sobre o perfil de quem paga e de quem recebe a pensão, sempre preservando o anonimato das pessoas envolvidas. O objetivo é ampliar a transparência e subsidiar políticas públicas voltadas ao tema.

Autora diz que medida reduz inadimplência

A autora da proposta, a deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP), afirmou que o novo sistema representa uma alternativa mais eficiente do que depender apenas da prisão civil do devedor, atualmente uma das principais medidas previstas na legislação para cobrar o pagamento.

Segundo a parlamentar, o mecanismo reduz custos para o Estado, dificulta a inadimplência e reforça a responsabilidade dos pais com seus filhos.

Relatora destaca mais segurança para quem recebe

A relatora da proposta no Senado, senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA), fez apenas ajustes de redação no texto aprovado anteriormente pela Câmara dos Deputados, sem alterar seu conteúdo.

Ela destacou que o sistema de transferência automática reduz a necessidade de o beneficiário recorrer à Justiça todos os meses para cobrar a pensão.

Segundo a senadora, a medida também aumenta a previsibilidade financeira para quem depende da pensão e desestimula estratégias utilizadas por devedores para dificultar o pagamento.

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