Quem são os presos pela morte de jovem em salto de rope jump em Limeira

Tragédia durante atividade radical termina com três presos e investigação por homicídio com dolo eventual

Ana Andrade
Por Ana Andrade 3 Min Leitura
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Os três homens apontados pela investigação como responsáveis pela atividade de rope jump que terminou na morte de Maria Eduarda.IMAGENS: Reprodução/Redes Sociais
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A morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante uma atividade de rope jump em Limeira, no interior de São Paulo, ganhou novos desdobramentos. A Justiça decretou a prisão preventiva de três homens suspeitos de envolvimento direto na tragédia ocorrida na Ponte do Esqueleto, após a jovem ser lançada de uma altura de aproximadamente 40 metros sem estar conectada à corda de segurança.

Os investigados são Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos, administrador de uma empresa voltada à pós-produção cinematográfica; Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos, que atua formalmente como bombeiro civil; e Vitor de Freitas Gonçalves, de 27 anos, registrado profissionalmente como operador turístico. Os três integravam a equipe responsável pela realização da atividade no momento do acidente.

Segundo a Polícia Militar, seis pessoas foram levadas à delegacia para prestar esclarecimentos após o ocorrido. No entanto, apenas três permaneceram presas em flagrante e foram indiciadas por homicídio com dolo eventual, quando há o entendimento de que os envolvidos assumiram o risco de provocar a morte.

Imagens que circulam nas redes sociais mostram Maria Eduarda sendo lançada da ponte no chamado “modo Superman”, sustentada por dois instrutores. Instantes antes do salto, uma pessoa chega a alertar sobre a ausência da corda de segurança. Mesmo assim, a jovem é arremessada ao vazio sem estar devidamente conectada ao equipamento, em um caso que provocou revolta em todo o país.

Durante a audiência de custódia, a Justiça decidiu converter as prisões em flagrante para preventivas, mantendo os três suspeitos detidos enquanto as investigações continuam. O juiz responsável apontou indícios de grave negligência e a necessidade de preservar a instrução do processo.

Maria Eduarda era formada em Gestão Esportiva, cursava Educação Física e trabalhava em uma academia na cidade de Jandira, na Grande São Paulo. Horas antes do acidente, ela compartilhou nas redes sociais registros animados da experiência que viveria naquele dia.

O caso reacendeu o debate sobre a fiscalização de esportes radicais e o funcionamento de empresas que promovem atividades de aventura sem a adoção rigorosa dos protocolos de segurança exigidos para preservar a vida dos participantes.

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