Pirarucu vira alvo de controle no DF e pescadores terão autorização para o abate

Medida prevê cadastro obrigatório, monitoramento por aplicativo e atuação exclusiva de pescadores artesanais profissionais

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A pesca e o abate do pirarucu no DF só poderão ser realizados por pescadores artesanais profissionais previamente cadastrados pelo governo.IMAGEM: Divulgação/Opan/Adriano Gambarini
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O Governo do Distrito Federal vai iniciar o cadastramento de pescadores artesanais profissionais autorizados a realizar a pesca e o abate do pirarucu em reservatórios da capital. A iniciativa integra a regulamentação do manejo da espécie no DF e busca ampliar o controle sobre a presença do peixe, considerado invasor fora da região amazônica.

Cadastro obrigatório

De acordo com a Secretaria do Meio Ambiente do Distrito Federal (Sema-DF), os profissionais habilitados deverão registrar cada captura por meio de um aplicativo desenvolvido para monitorar a atividade. A plataforma permitirá o envio de fotos, vídeos, informações sobre o tamanho do animal e o local onde ele foi encontrado.

Segundo o governo, apenas 12 exemplares de pirarucu foram identificados até o momento nas águas do Distrito Federal. Por isso, a atividade será realizada de forma controlada e acompanhada pelos órgãos ambientais.

Controle ambiental

O decreto que regulamenta a medida foi assinado pela governadora Celina Leão e segue as diretrizes da Instrução Normativa nº 7/2026, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que reconhece o pirarucu como espécie exótica invasora quando encontrado fora da Amazônia. Nesses casos, a captura e o abate são autorizados como forma de controle populacional.

Segundo a Sema-DF, o objetivo é garantir que o manejo seja feito por profissionais capacitados, preservando o equilíbrio dos ecossistemas aquáticos e permitindo o acompanhamento detalhado da presença da espécie nos reservatórios do DF.

A medida faz parte das ações de ordenamento da atividade pesqueira no Distrito Federal e deve contribuir para o monitoramento ambiental em áreas de grande importância ecológica e turística, como o Lago Paranoá. Os dados coletados com as capturas também poderão auxiliar o governo a mapear a presença da espécie e definir futuras estratégias de manejo.

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