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Ex-presidente do BRB é preso em operação da Polícia Federal ligada ao Banco Master

Investigação apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e irregularidades em transações com o Banco Master

Ana Andrade
Por Ana Andrade 2 Min Leitura
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Prisão de ex-presidente do BRB ocorre em meio a investigação sobre suspeitas de irregularidades em operações financeiras envolvendo banco privado.IMAGEM: Joédson Alves/Agência Brasil
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O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, foi preso nesta quinta-feira (16) durante uma nova fase da operação que investiga irregularidades envolvendo o Banco Master.

A ação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e faz parte da chamada Operação Compliance Zero, que apura um suposto esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes no sistema financeiro.

Segundo as investigações, há indícios de que o ex-dirigente teria participado de um esquema envolvendo a criação e negociação de carteiras de crédito consideradas irregulares entre o BRB e o Banco Master.

Suspeita de propina milionária

De acordo com a apuração, Paulo Henrique Costa também é suspeito de ter recebido vantagens indevidas, incluindo imóveis avaliados em cerca de R$ 146 milhões, que teriam sido oferecidos pelo dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

As investigações apontam que os pagamentos fariam parte de um acordo ilícito ligado às operações financeiras entre as instituições.

Contexto do caso

O escândalo envolve a relação entre o BRB e o Banco Master, que já vinha sendo investigada desde 2025. Na época, o banco público chegou a negociar a compra da instituição privada, mas a operação foi barrada pelo Banco Central.

Além disso, há suspeitas de que o BRB teria adquirido carteiras de crédito inexistentes ou com irregularidades, em transações que podem chegar a bilhões de reais.

O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, também foi preso anteriormente e é apontado como peça central no esquema. A operação ainda investiga a participação de outros envolvidos, incluindo operadores financeiros e intermediários.

A Polícia Federal afirma que o caso envolve crimes como corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e fraudes financeiras.

Defesa

A defesa de Paulo Henrique Costa afirma que ele não cometeu irregularidades e que irá colaborar com as investigações.

O caso segue sob sigilo e novas fases da operação não estão descartadas.

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