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Lei antifacção proíbe presos ligados a facções de votar e amplia combate ao crime organizado

Nova norma sancionada em março endurece penas, restringe benefícios penais e reacende debate sobre direitos constitucionais

Paulo Cesar Sampaio
Por Paulo Cesar Sampaio 2 Min Leitura
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Presos ligados a organizações criminosas passam a ser proibidos de votar com a nova Lei AntifacçãoImagem: Divulgação/GOV
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Foi sancionada em 24 de março de 2026 a chamada Lei Antifacção, que amplia os mecanismos de combate ao crime organizado no país, endurece penas para lideranças criminosas e restringe benefícios penais em determinados casos. A nova legislação também altera regras relacionadas aos direitos políticos de detentos, incluindo a retirada do direito de voto de presos que, mesmo sem condenação definitiva, tenham ligação comprovada com organizações criminosas.

A restrição ao voto foi incluída no projeto por meio de uma emenda apresentada pelo deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS), aprovada pela Câmara dos Deputados em novembro de 2025. À época, a proposta foi defendida com o argumento de que a condição de custódia seria incompatível com o exercício do direito político.

Debate sobre garantias constitucionais

A medida, no entanto, não foi consenso. Críticos da proposta apontaram possíveis conflitos com princípios constitucionais, especialmente no que diz respeito à presunção de inocência e às garantias individuais. Para especialistas, a retirada do direito de voto de pessoas sem condenação definitiva pode abrir precedentes jurídicos sensíveis.

Com a sanção da lei, o tema volta ao centro das discussões no meio jurídico e político, principalmente diante da proximidade das eleições de 2026. O debate envolve o equilíbrio entre o fortalecimento da segurança pública e a preservação de direitos fundamentais.

A nova legislação deve continuar sendo analisada por juristas, parlamentares e entidades da sociedade civil, que acompanham os desdobramentos e possíveis questionamentos judiciais sobre sua aplicação.

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