Série Especial – Guia Alimentar: a base da alimentação começa na escolha

Comer ultraprocessado de vez em quando não é o problema. O problema é quando ele vira a base da alimentação

Simone Dias
Por Simone Dias  - Nutrição 3 Min Leitura
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Alimentos frescos, preparo simples e momentos à mesa reforçam hábitos mais saudáveis e preservam a cultura alimentar no dia a dia Imagem: IA
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Neste 2º capítulo da nossa série, o Guia explica algo importante: nem todo alimento é igual. O que muda não é só o sabor, mas o quanto ele foi mexido antes de chegar até você. Isso se chama nível de processamento.

Existem quatro grupos. O primeiro é o dos alimentos in natura, que vêm direto da natureza: frutas, verduras, feijão, arroz, ovos, leite. O segundo é o dos minimamente processados, que passaram por pequenas mudanças para durar mais ou facilitar o preparo, como arroz embalado, feijão seco, carne resfriada ou leite pasteurizado. Esses dois grupos devem ser a base da nossa alimentação.

Comida de verdade e razões culturais

Por quê? Primeiro, por razões biológicas. Nosso corpo precisa de variedade. Arroz com feijão, por exemplo, é uma combinação inteligente que as gerações anteriores já faziam sem precisar de cálculo. Esses alimentos têm fibras, vitaminas e minerais. Também existem razões culturais. Comer comida de verdade mantém tradições, receitas de família e o jeito brasileiro de se alimentar.
E há razões sociais e ambientais. Quando escolhemos mais alimentos naturais, apoiamos agricultores locais, feiras e pequenos produtores, além de ajudar a cuidar da natureza.

Alimentos processados e ultraprocessados

O terceiro grupo é o dos alimentos processados, como queijo, pão simples e legumes em conserva. Eles são feitos basicamente com comida de verdade e levam apenas sal, açúcar ou salmoura para conservar. Não têm corantes, aromatizantes ou aditivos. Podem fazer parte da alimentação, mas não a base.

Já os ultraprocessados são diferentes. São produtos feitos com muitos ingredientes industriais e quase nada de comida de verdade: refrigerante, biscoito recheado, salgadinho de pacote, macarrão instantâneo. São desbalanceados, com excesso de açúcar, gordura, sal e corantes aditivos.

Além disso, são pensados para dar muito sabor de uma vez. Isso favorece comer rápido, sem atenção, em porções grandes e muitas vezes em forma líquida, como bebidas açucaradas. Facilitando o consumo excessivo de calorias.

Estes também afetam nossa cultura e vida social. Substituem refeições feitas em casa por produtos prontos, enfraquecem tradições culinárias e aumentam o impacto ambiental com embalagens e produção em larga escala.

Isso não é terrorismo. Comer um ultra processado de vez em quando não é o problema. O problema é quando ele vira a base da alimentação.

Na próxima edição, vamos falar sobre como transformar esses alimentos em refeições equilibradas no dia a dia. Se essa informação te ajudou, acompanhe a série e compartilhe. Me siga para mais conteúdo @simonediasnutricionista.

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Posted by Simone Dias Nutrição
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Especialista em comportamento alimentar – Foco ajudar mulheres a entenderem a alimentação como uma grande aliada na saúde e na qualidade de vida.
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