O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) completa nesta terça-feira (11) cem dias em prisão domiciliar, medida determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Além do confinamento, Bolsonaro está submetido a restrições como não usar celular, não manter contato com investigados e não acessar redes sociais, direta ou indiretamente.
Em 13 de outubro, Moraes negou o pedido da defesa para revogar tanto a prisão domiciliar quanto as demais medidas cautelares. Segundo a decisão, a manutenção das restrições é necessária diante do risco de fuga do ex-presidente.
Durante o período de prisão domiciliar, Bolsonaro deixou sua residência pelo menos três vezes para ir ao hospital duas delas com autorização do ministro e uma por emergência médica.
Atualmente, o ex-presidente só pode receber visitas mediante autorização judicial. Os advogados têm solicitado permissão para entrada de aliados políticos e para a realização de encontros de oração às quartas-feiras.
Entre as demais medidas impostas estão o uso de tornozeleira eletrônica, a proibição de entrar em embaixadas e consulados, de manter contato com embaixadores e autoridades estrangeiras e de se manifestar em redes sociais, seja pessoalmente ou por meio de terceiros.



