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Ibaneis diz que crise no Rio não é culpa de Cláudio Castro e defende mais segurança nas fronteiras 

Governador do DF afirmou que não se deve culpar o colega fluminense pela violência e colocou estrutura de inteligência da Polícia Civil do Distrito Federal à disposição do Rio

Paulo Cesar Sampaio
Por Paulo Cesar Sampaio 2 Min Leitura
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Ibaneis Rocha durante a inauguração da pista do Autódromo Nelson Piquet, em 30 de outubro de 2025Imagem: Joel Rodrigues/Agência Brasília
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O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), saiu em defesa do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), após a megaoperação que deixou mais de 120 mortos nos complexos do Alemão e da Penha, na terça-feira (28). Segundo Ibaneis, “não adianta querer culpar o governador Cláudio Castro”, já que a crise de violência no estado fluminense é antiga.

A declaração foi dada na manhã desta quinta-feira (30), durante a inauguração da pista do Autódromo Nelson Piquet, em Brasília. “O Rio de Janeiro, infelizmente, vive uma situação bastante complicada e não é de agora. Então, não adianta querer culpar o governador Cláudio Castro”, afirmou Ibaneis Rocha. Ele completou dizendo que o estado “tem uma vida complicada há pelo menos 50 anos, mas agora chegou no ápice”.

Apoio técnico do DF

Apesar da gravidade da operação, Ibaneis afirmou que o Rio de Janeiro não deve aceitar o envio de policiais do Distrito Federal, alegando diferenças estruturais no combate ao crime organizado. “A estrutura do combate ao crime organizado nas favelas é totalmente diferente daqui de Brasília”, explicou.

Mesmo assim, o governador colocou à disposição do Rio a inteligência e a perícia da Polícia Civil do DF. “Temos uma Polícia Civil extremamente equipada na parte de inteligência e de perícia. Tudo isso vamos colocar à disposição do governo do RJ”, disse.

Defesa de uma polícia de fronteira

Durante o evento, Ibaneis também defendeu a criação de uma polícia de fronteira, ressaltando que o país precisa fortalecer o controle sobre a entrada de drogas e armas. “Nós sabemos que o Brasil não produz drogas, não produzimos armamento, então tudo isso tá vindo de fora”, afirmou.

Ele elogiou o trabalho da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal, mas ressaltou que é preciso ir além. “As apreensões de drogas têm sido cada vez maiores por essas polícias, mas chegamos a um ponto em que temos que avançar cada vez mais”, destacou o governador.

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