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Como se proteger do câncer de pele que afetou Bolsonaro

O câncer de pele é o tumor maligno mais comum no Brasil, representando mais de 30% dos casos de câncer no país. Detectar a doença ainda no início aumenta significativamente as chances de sucesso no tratamento, principalmente no caso do melanoma, considerado o tipo mais agressivo

Paulo Cesar Sampaio
Por Paulo Cesar Sampaio 3 Min Leitura
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Exposição ao sol sem proteção aumenta risco de câncer de pele, tumor mais comum do Brasil. Detectar precocemente, como no caso do ex-presidente Bolsonaro, aumenta as chances de curaImagem: Hospital Regional de Presidente Prudente
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Na quarta-feira (17), o laudo médico do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apontou carcinoma de pele em algumas das lesões retiradas durante procedimento cirúrgico realizado no domingo (14). Especialistas destacam que a detecção precoce permitiu tratamento rápido e acompanhamento médico adequado.

O carcinoma está fortemente relacionado à exposição prolongada aos raios ultravioleta (UV) do sol, embora fatores genéticos também desempenhem papel importante. Pessoas de pele clara, com muitas pintas ou sinais e histórico familiar da doença apresentam maior probabilidade de desenvolver câncer de pele, segundo Juliana Casagrande, dermatologista do A.C. Camargo Cancer Center.

Medidas simples ajudam a prevenir a doença:

● Evitar exposição ao sol entre 10h e 16h.

● Usar roupas de proteção, chapéus de abas largas, óculos escuros com proteção UV e sombrinhas.

● Aplicar protetor solar FPS 30 ou mais antes de qualquer exposição, reaplicando a cada duas horas ou após mergulho ou suor intenso.

● Usar filtro solar específico para os lábios.

● Consultar dermatologista pelo menos uma vez por ano.

Tipos de câncer de pele

Existem dois grandes grupos: melanoma e não melanoma.

● Melanoma: menos comum (3% dos casos), mas mais grave, podendo se espalhar para outros órgãos. Aparece como manchas, pintas ou sinais em qualquer parte do corpo, inclusive mucosas.

● Não melanoma: inclui carcinoma basocelular e espinocelular. O basocelular é o mais comum e cresce lentamente; o espinocelular se desenvolve mais rápido, com feridas que não cicatrizam, podendo metastizar. Ambos estão ligados à exposição solar e exigem atenção desde os primeiros sinais.

Sintomas e diagnóstico

O câncer de pele pode se confundir com lesões benignas. Sinais de alerta incluem:

● Lesões elevadas, brilhantes, translúcidas, avermelhadas, castanhas, róseas ou multicoloridas, com crosta central que sangra facilmente.

● Pintas pretas ou castanhas que mudam de cor, textura, bordas irregulares e crescimento de tamanho.

● Feridas que não cicatrizam, com coceira, crostas, erosões ou sangramento.

A regra ABCDE ajuda a identificar suspeitas: Assimetria, Bordas irregulares, Cores variadas, Diâmetro maior que 6 mm e Evolução da lesão. O diagnóstico definitivo depende de exame clínico e, se necessário, biópsia.

Tratamento

O diagnóstico precoce é essencial. A cirurgia para remoção da lesão é geralmente suficiente, principalmente quando realizada no início. Em casos mais avançados, como melanoma, podem ser indicadas terapias adicionais, como imunoterapia, quimioterapia ou medicamentos orais direcionados a mutações genéticas específicas.

A detecção rápida e medidas preventivas simples, como proteção solar e acompanhamento médico regular, são fundamentais para reduzir riscos e aumentar as chances de cura.

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