O preço da carne bovina no Brasil subiu mais de 20% nos últimos 12 meses, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O aumento ocorre mesmo após a decisão do governo dos Estados Unidos, comandado por Donald Trump, de aplicar uma tarifa extra sobre os produtos brasileiros de exportação.
No mercado interno, a alta tem pesado no bolso do consumidor. O custo da proteína se mantém em patamares elevados, refletindo a valorização da arroba do boi e a demanda externa aquecida, mesmo com o tarifário norte-americano. O movimento também afeta restaurantes e lanchonetes, que precisam repassar parte da inflação da carne para seus cardápios.
Exportações continuam firmes
Apesar da sobretaxa imposta pelos Estados Unidos, as exportações brasileiras de carne bovina seguem em ritmo forte. A procura internacional, sobretudo de países da Ásia e do Oriente Médio, ajuda a sustentar os preços em alta.
De acordo com analistas do setor, os frigoríficos têm conseguido redirecionar parte da produção para outros mercados, minimizando os impactos da medida norte-americana. Ainda assim, especialistas alertam que, sem uma política de estímulo ao consumo interno, a população brasileira continuará enfrentando preços mais altos.
Impacto direto no consumidor
O aumento de mais de 20% no preço da carne bovina em um ano reforça o peso da alimentação no orçamento das famílias. Para muitos brasileiros, cortes tradicionais ficaram menos acessíveis, ampliando a procura por alternativas mais baratas, como frango, ovos e carne suína.
Economistas afirmam que o cenário combina fatores externos, como o câmbio e a demanda internacional, com questões internas ligadas à produção e logística. A expectativa é que os preços só recuem se houver queda consistente na procura global ou medidas específicas do governo para ampliar a oferta no mercado interno.




