O Supremo Tribunal Federal realizou nesta terça-feira (9) o terceiro dia de julgamento da ação contra Jair Bolsonaro e outros sete acusados de tentativa de golpe de Estado. O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, afirmou que o ex-presidente era o líder da organização criminosa responsável pela trama golpista e votou pela condenação de todos os réus. Logo depois, o ministro Flávio Dino também votou pela condenação.
Com os dois votos, o placar parcial da Primeira Turma do STF está em 2 a 0 pela condenação. Ainda faltam votar os ministros Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, que preside a turma. A maioria simples, de três votos, é suficiente para confirmar a condenação.
Moraes: Bolsonaro como chefe da trama
Em seu voto, Moraes detalhou 13 atos que considera executórios na tentativa de golpe. Ele classificou Bolsonaro como chefe da estrutura organizada para atentar contra a democracia e usou cronologias e apresentações visuais para sustentar a decisão.
Dino: julgamento é jurídico, não político
Ao acompanhar o relator, Dino destacou que o processo não é político, mas jurídico. Para ele, os atos praticados foram executórios, e não meramente preparatórios. O ministro também frisou que crimes contra o Estado Democrático de Direito não podem ser anistiados.
Próximos passos
O julgamento segue nesta semana, com sessões previstas até sexta-feira (12). Caso a maioria da turma vote pela condenação, a Corte passará à fase de definição das penas. De acordo com a Procuradoria-Geral da República, Bolsonaro pode pegar mais de 40 anos de prisão.




