O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender regras mais rígidas para o uso de inteligência artificial durante as eleições brasileiras. A declaração foi feita nesta quinta-feira (14), durante agenda pública na Bahia, ao comentar os impactos da tecnologia na disseminação de notícias falsas e conteúdos manipulados.
Segundo Lula, o avanço das ferramentas de inteligência artificial exige atenção das autoridades eleitorais, principalmente diante da facilidade de criar vídeos, imagens e áudios falsos com aparência realista. O presidente afirmou que o uso descontrolado da tecnologia pode comprometer a transparência do processo democrático e influenciar decisões dos eleitores.
Durante o discurso, Lula destacou que a inteligência artificial possui benefícios importantes para áreas como saúde, educação e ciência, mas avaliou que o uso político da ferramenta precisa de limites claros para evitar abusos durante campanhas eleitorais.
Debate eleitoral
A discussão sobre o uso de IA nas eleições ganhou força nos últimos meses após o crescimento de conteúdos manipulados nas redes sociais. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já aprovou regras para restringir a divulgação de materiais produzidos com inteligência artificial nos dias próximos à votação.
Entre as medidas previstas estão limitações para conteúdos considerados enganosos ou capazes de simular falas e imagens de candidatos. A preocupação das autoridades é reduzir o impacto dos chamados deepfakes, tecnologia utilizada para alterar vídeos e áudios de forma extremamente realista.
Tecnologia e política
Especialistas apontam que a inteligência artificial deve ter papel cada vez mais presente nas campanhas políticas, tanto na produção de conteúdo quanto na disseminação de informações nas plataformas digitais.
O tema deve continuar no centro dos debates eleitorais de 2026, principalmente em relação à necessidade de equilíbrio entre liberdade de expressão, inovação tecnológica e combate à desinformação.




