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Golpe contra empresário do DF via gov.br gera prejuízo de R$ 3,5 milhões e leva à prisão de 10 suspeitos

Grupo criminoso teria invadido perfil digital da vítima, assumido controle de empresa em Planaltina e movimentado recursos de forma fraudulenta

Flávia Marinho
Por Flávia Marinho 3 Min Leitura
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Operação da Polícia Civil prendeu suspeitos de integrar esquema de fraude eletrônica envolvendo invasão de conta gov.br e prejuízo milionário a empresário do DFImagem: Divulgação/PCDF
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Uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu 10 pessoas suspeitas de integrar um esquema de fraudes eletrônicas que teria causado prejuízo de cerca de R$ 3,5 milhões a um empresário do Distrito Federal. Segundo as investigações, o grupo invadiu a conta da plataforma gov.br da vítima para assumir o controle administrativo de uma empresa do ramo de material de construção localizada em Planaltina.

De acordo com a corporação, o crime ocorreu em fevereiro de 2025. Após acessarem a conta digital do empresário, os suspeitos teriam alterado a titularidade da empresa para nomes de terceiros ligados ao esquema e aberto contas bancárias para movimentar os valores obtidos ilegalmente.

Prisões em diferentes estados

As prisões foram realizadas em cinco estados brasileiros. Houve duas detenções em São Paulo, duas em Porto Velho, três em Foz do Iguaçu, duas no Ceará e uma no Rio Grande do Sul.

As apurações apontam que o grupo atuava de forma estruturada e interestadual. Ao menos 12 integrantes foram identificados pela investigação, distribuídos entre Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Rondônia e Rio Grande do Sul.

Segundo a PCDF, os investigados utilizavam técnicas de engenharia social, falsificação de documentos e manipulação de dados para obter acesso às contas das vítimas na plataforma gov.br.

Estratégia para dificultar rastreamento

Para evitar identificação, o grupo usava ferramentas como VPNs, e-mails descartáveis e dados de terceiros. A polícia também informou que os suspeitos simulavam transações comerciais com emissão de notas fiscais falsas, criando créditos fictícios negociados posteriormente com empresas do setor financeiro.

Uma jovem de 22 anos, moradora de Foz do Iguaçu, teria recebido cerca de R$ 50 mil para fornecer dados pessoais utilizados na fraude, conforme informou a investigação.

A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 3,5 milhões em contas bancárias ligadas aos investigados. Também foi autorizado o sequestro de bens adquiridos com recursos supostamente oriundos do golpe, incluindo um apartamento em Foz do Iguaçu e três imóveis em Porto Velho.

Crimes investigados

Os suspeitos podem responder por estelionato eletrônico, falsificação de documento público, uso de documento falso, falsa identidade e organização criminosa. Somadas, as penas previstas para os crimes investigados podem ultrapassar 25 anos de prisão, segundo a Polícia Civil.

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