A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) confirmou, na terça-feira (12), a investigação de três casos suspeitos de hantavirose no Distrito Federal. Segundo a pasta, dois pacientes são moradores do DF e um reside em outra unidade da Federação. Todos apresentaram início dos sintomas no mês de abril e seguem sob monitoramento clínico, epidemiológico e laboratorial.
De acordo com a secretaria, não há registros confirmados da doença no Distrito Federal desde 2022. Apesar disso, a vigilância em saúde mantém acompanhamento contínuo de casos suspeitos e realiza, quando necessário, inspeções ambientais nos possíveis locais de infecção.
O que é hantavirose
A hantavirose é uma doença viral grave causada por vírus da família Hantaviridae, transmitida principalmente por roedores silvestres infectados. A contaminação acontece, sobretudo, pela inalação de partículas presentes na urina, fezes ou saliva desses animais.
No Distrito Federal, o maior risco de exposição está associado a atividades em áreas rurais, ambientes com vegetação densa e locais fechados e pouco ventilados, como galpões, depósitos, paióis e casas abandonadas. A limpeza inadequada desses espaços e a manipulação de terra ou vegetação também podem elevar o risco de infecção.
Sintomas e período de incubação
Os sintomas iniciais incluem febre alta, dor de cabeça e dores no corpo. Em quadros mais graves, a doença pode evoluir para sintomas respiratórios, como tosse seca, falta de ar e cansaço intenso.
O período de incubação varia, em média, de uma a cinco semanas, podendo chegar a até 60 dias após a exposição ao vírus.
A Secretaria de Saúde orienta que pessoas com sintomas compatíveis, especialmente após contato com ambientes considerados de risco, procurem imediatamente atendimento em uma unidade de saúde.
Medidas de prevenção
Entre as recomendações repassadas pela SES-DF para reduzir o risco de contágio estão:
● evitar atividades em áreas de risco nas primeiras horas da manhã;
● usar máscaras ao manipular terra, vegetação ou realizar limpeza em locais fechados;
● manter ambientes limpos e bem ventilados;
● não consumir frutos encontrados no solo sem higienização adequada.
Segundo a secretaria, além do acompanhamento epidemiológico, equipes técnicas realizam orientações preventivas à população e ações de controle nos locais suspeitos de exposição ao vírus.




