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Dino manda PF investigar R$ 694 milhões em emendas parlamentares sem registro oficial

Decisão do STF também impõe auditorias, novas regras para bancos públicos e maior rastreabilidade dos recursos

Redação
Por Redação 3 Min Leitura
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Ministro Flávio Dino determinou investigação da PF sobre R$ 694 milhões em emendas sem registro oficialImagem: Reprodução
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino determinou que a Polícia Federal abra inquéritos para investigar 964 planos de trabalho de emendas parlamentares individuais que não foram devidamente cadastrados no sistema oficial do governo. Segundo o Tribunal de Contas da União (TCU), o valor total dos repasses chega a R$ 694,6 milhões.

A decisão foi proferida no âmbito da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 854. O TCU terá dez dias úteis para identificar as emendas por estado e encaminhar as informações às superintendências da PF em todo o país. Cada unidade deverá instaurar inquérito policial sobre os recursos. Dino afirmou que a falta de registro fere regras de transparência impostas após a declaração de inconstitucionalidade das emendas de relator, conhecidas como “orçamento secreto”.

Outras medidas determinadas

● Além da ordem de investigação, a decisão impõe uma série de providências:

● A Advocacia-Geral da União e os ministérios deverão elaborar um cronograma de análise das prestações de contas das emendas entre 2020 e 2024;

● A Controladoria-Geral da União fará auditoria sobre repasses à Associação Moriá, alvo de denúncias de irregularidades;

● Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banco do Nordeste terão de criar contas específicas para cada emenda, proibindo saques em espécie e transferências para contas de passagem;

● A partir do Orçamento de 2026, os repasses deverão ser feitos por meio da Ordem de Pagamento da Parceria (OPP), sistema eletrônico que amplia a rastreabilidade do dinheiro público.

Transparência nas emendas

As emendas parlamentares são verbas previstas por lei no Orçamento da União, que permitem a deputados e senadores destinar recursos para projetos e obras em seus estados. No Orçamento de 2025, estão previstos R$ 50 bilhões para esse tipo de gasto. Desde 2022, o STF acompanha de perto a execução das emendas para garantir transparência e impedir práticas irregulares, após o fim do orçamento secreto.

Flávio Dino destacou que a execução das emendas deve respeitar os limites constitucionais e alertou que desvios de finalidade podem configurar crime.

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