Do prato cheio ao assédio político

A gestão de Ana Paula Soares Marra nos restaurantes comunitários do DF vira vitrine social e desperta o interesse de partidos de olho em 2026

Dedé Roriz
Por Dedé Roriz 2 Min Leitura
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Secretária enfrenta crise no setor social e entra no radar de partidos para as próximas eleições Imagem: Paulo H Carvalho/ Agência Brasília
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No calor da crise envolvendo o fechamento de restaurantes comunitários no Distrito Federal, a secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Soares Marra, demonstra firmeza e jogo de cintura. Disputada por diversos partidos, ela evita confirmar uma candidatura, mas o cenário indica que seu nome já circula entre os mais cotados da base aliada do governador Ibaneis Rocha.

Pressão e ação imediata

Durante participação no podcast Política do Bem, Ana Paula explicou que as unidades de Planaltina e São Sebastião foram fechadas por determinação da Vigilância Sanitária, após décadas sem manutenção adequada. Segundo ela, o governo enfrentou o desafio de reformar as 18 unidades existentes, quatro delas entregues durante sua gestão.

A licitação para reforma do restaurante de São Sebastião já está em andamento, e a previsão é que os serviços sejam retomados em até 30 dias. Como alternativa, a equipe busca viabilizar transporte para que os usuários acessem outras unidades. A entrega de marmitas no local foi descartada por impedimento sanitário.

Projeção política

Com a ampliação de seis para mais de 15 milhões de refeições por ano, a secretária ganhou visibilidade e virou referência em políticas sociais no DF. MDB, Podemos, União Brasil, Republicanos, PMN e PSDB já sinalizaram interesse em sua filiação. Apesar das conversas, Ana Paula afirma que qualquer passo político será discutido com o governador Ibaneis Rocha e com a primeira-dama, Mayara Noronha Rocha, a quem considera madrinha política.

“Eu nunca me imaginei candidata, mas sempre exerci a liderança”, afirmou. Se decidir disputar as eleições de 2026, deverá se desincompatibilizar até abril. Até lá, reforça seu compromisso com a gestão pública e diz que pretende concluir o trabalho com credibilidade. Para ela, “lidar com a fome exige agilidade. E fome não espera.”

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