Com a delicadeza de quem sabe acolher e a firmeza de quem não recua diante dos desafios, a secretária da Mulher do Distrito Federal, Giselle Ferreira, conduz o Agosto Lilás de 2025 com um olhar estratégico, afetuoso e profundamente conectado às realidades das mulheres do DF. Sob sua liderança, a campanha vai além do simbólico e se traduz em ações concretas, estruturantes e descentralizadas.
Neste mês em que a Lei Maria da Penha completa 19 anos, Giselle reforça que a maior homenagem à legislação é garantir sua efetividade nos territórios. “Nenhuma mulher está sozinha. O DF tem uma rede preparada para acolher, proteger e orientar”, afirma. E essa rede cresceu: de 14 equipamentos em 2023, o Distrito Federal passou a contar com 31 espaços públicos especializados no acolhimento e na proteção da mulher, entre Casas da Mulher Brasileira, Centros Especializados de Atendimento à Mulher (Ceam), Espaços Acolher e os novos Comitês de Proteção à Mulher.
Presença nos territórios
“Cada mulher que participa de uma atividade neste Agosto Lilás está dizendo que quer viver. Quer ser ouvida, respeitada, protegida. E a nossa função como Estado é garantir que essa escuta gere resposta concreta”, diz Giselle.
A campanha deste ano reúne mais de 100 ações em diversas regiões administrativas. A programação inclui rodas de conversa, formações, palestras, atendimentos, ações esportivas e culturais, como o coral Levando a Vida, com foco na violência contra a mulher idosa, e a Caminhada em Ritmo Lilás, no Parque Ecológico de Águas Claras. Tudo com um único objetivo: “levar informação, acolhimento e proteção, para que todas saibam que não estão sozinhas”, resume a secretária. “Nossa resposta precisa ser plural, inclusiva e sensível.”
Giselle Ferreira, secretária da Mulher do DF
“Temos ações voltadas desde as juventudes até as mulheres idosas, em todo o Distrito Federal. A violência tem muitas formas e atinge todas as idades. Nossa resposta precisa ser plural, inclusiva e sensível.”
Programas que tocam vidas
Sob a gestão de Giselle Ferreira, a SMDF lançou projetos de impacto direto e humanizado. Um deles é o “Mulher nas Cidades”, que percorreu 13 regiões administrativas com serviços de saúde, capacitação e acolhimento somando mais de 50 mil atendimentos em seis meses.
O projeto “Mães Mais que Especiais” oferece atividades culturais, cuidados de saúde e estímulo à autonomia econômica de mães atípicas e seus filhos. Já o “Reconstruindo Sorrisos”, voltado à reabilitação dentária de mulheres em situação de violência, passou por seis cidades e realizou mais de 3 mil procedimentos odontológicos, beneficiando 600 mulheres.
Outro avanço foi a criação de sete Comitês de Proteção à Mulher (Itapoã, Ceilândia, Lago Norte, Estrutural, Sobradinho, Samambaia e Santa Maria), além de quatro Centros de Referência à Mulher Brasileira e um novo Espaço Acolher, que atende tanto vítimas quanto autores de violência doméstica.
Prevenção que transforma
Entre os projetos mais simbólicos da atual gestão está o PPV – Programa de Prevenção à Violência Doméstica, pioneiro no país. Voltado a jovens e adultos das redes pública e privada, o programa promove oficinas sobre masculinidades, diversidade e o papel dos homens no enfrentamento à violência.
Nos últimos quatro anos, o DF aumentou em 743% os recursos destinados às políticas públicas para mulheres, possibilitando a criação de iniciativas sensíveis e estruturantes. Entre elas, o Programa Aluguel Social, que atende 326 mulheres com R$ 600 mensais, e o Acolher Eles e Elas, que beneficia 180 órfãos do feminicídio com apoio psicossocial e auxílio financeiro.
Um legado que vai além de agosto
A secretária reforça que a missão vai além da campanha. “O Agosto Lilás é símbolo, mas o nosso trabalho é diário. O enfrentamento à violência precisa ser constante, próximo, humano. E o DF tem mostrado que é possível fazer política pública com sensibilidade e resultado.”
Com escuta, coragem e presença, o Agosto Lilás de 2025 reafirma o compromisso com um Distrito Federal mais justo e seguro para todas as mulheres das juventudes às idosas, das periferias ao centro do poder.



