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DF terá inventário inédito para mapear poluição do ar e proteger a saúde

Ferramenta vai identificar fontes, impactos e orientar ações ambientais e de saúde pública

Redação
Por Redação 3 Min Leitura
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Imagem: Divulgação
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O Distrito Federal está prestes a ganhar um retrato detalhado da qualidade do ar. O Instituto Brasília Ambiental apresentou, nesta quinta-feira (7), o plano de execução do Inventário da Poluição do Ar, durante reunião com representantes do Ministério do Meio Ambiente, da Secretaria de Meio Ambiente do DF, técnicos do próprio órgão e integrantes da iniciativa privada.

A medida atende à Política Nacional de Qualidade do Ar (PNQA), criada pela Lei nº 14.850/2024, que estabelece diretrizes e instrumentos para reduzir poluentes, proteger a saúde humana e integrar políticas públicas.

Dados para agir

O analista de planejamento urbano e infraestrutura do Brasília Ambiental, Carlos Rocha, explicou que o inventário é a principal ferramenta para gerenciar a qualidade do ar.

“Se não sabemos onde, como e que tipo de poluição está sendo emitida, não conseguimos combatê-la. O inventário nos dá essas respostas”, afirmou.

Alinhamento com a lei nacional

A vice-governadora do DF, Celina Leão, reforçou a necessidade de o Distrito Federal se adequar à PNQA.

“Com os instrumentos previstos na lei, será possível planejar melhor nossa política ambiental e garantir ar mais limpo para todos”, destacou.

Decisões mais seguras

Para o presidente do Brasília Ambiental, Rôney Nemer, o estudo trará um diagnóstico capaz de revelar as particularidades da poluição em cada região administrativa e entorno.

“Essas informações vão orientar políticas ambientais e de saúde com mais precisão e segurança”, disse.

O que o inventário mostrará

O documento, previsto para ser entregue até o fim do ano, reunirá informações sobre as fontes poluidoras, localização, potencial de emissão, volume e tipos de poluentes, tudo apresentado em um mapa.

A partir desse levantamento, será possível modelar os impactos da poluição na saúde da população e definir medidas concretas para reduzir danos.

Rede de monitoramento mais eficiente

O estudo também indicará onde a Rede de Monitoramento da Qualidade do Ar precisa ser ampliada. Segundo a engenheira ambiental Larissa Zanutto, a análise permitirá identificar áreas mais críticas — urbanas ou rurais — e priorizar a instalação de equipamentos de medição nesses pontos.

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