Ter um coração bom não significa aceitar tudo. Há uma diferença enorme entre bondade e falta de limites. Podemos amar, perdoar, ajudar e ainda assim reconhecer quando uma relação começa a nos ferir.
Muita gente confunde paciência com permissão. Porque você perdoou uma vez, acredita que pode repetir o erro. Porque você evita conflitos, imagina que não percebe o que está acontecendo. Mas maturidade também é saber a hora de dizer “não”.
Perdoar não obriga ninguém a reconstruir imediatamente a confiança. Desejar o bem não exige convivência. Ser generoso não significa estar sempre disponível.
Limites não são muros contra o afeto. São uma forma de preservar a dignidade.
O desafio é não permitir que as atitudes dos outros nos tornem amargos. Continue sendo uma pessoa boa, mas observe comportamentos. Escute palavras, mas valorize atitudes. Ajude, sem se abandonar no caminho.
PARA LEVAR PARA A SEMANA
Você pode amar alguém e, ainda assim, escolher não permanecer onde a sua paz precisa ser sacrificada.



