Entre todos os modos de se alimentar já estudados, um se destaca por reunir o conjunto mais consistente de bons resultados para a fase da menopausa: o chamado padrão mediterrâneo. E a boa notícia é que ele não é uma dieta rígida, cheia de listas e proibições. É, na verdade, um jeito de comer baseado em comida de verdade.
Na prática, esse padrão costuma reunir bastante verdura e legume, frutas todos os dias, leguminosas como feijão, lentilha e grão-de-bico, grãos integrais, azeite de oliva como principal gordura, castanhas e sementes, além de peixes com mais frequência e menos carne vermelha. Nada exótico ou caro: muita coisa que já faz parte da nossa mesa.
Escolhas
Esse conjunto de escolhas parece ajudar o corpo em várias frentes ao mesmo tempo. Estudos associam esse modelo alimentar à redução da inflamação, à melhora da saúde do coração e do controle do açúcar no sangue, além de favorecer um intestino mais saudável. Todos esses pontos ganham importância especial depois da menopausa, quando o risco de doenças cardiovasculares aumenta.
O mais interessante é que adotar esse jeito de comer não exige virar a rotina de cabeça para baixo. Não se trata de começar uma “dieta” na segunda-feira e abandoná-la na quarta. Trata-se de montar, na maior parte dos dias, um prato com comida de verdade, e deixar que a repetição dessas pequenas escolhas faça o trabalho ao longo do tempo.
Ultraprocessados
Vale lembrar, também, que reduzir os ultraprocessados faz parte dessa lógica. Em vez de proibir, o caminho é dar preferência aos alimentos naturais e minimamente processados, deixando os produtos industrializados para momentos ocasionais.
No fim das contas, comer bem nessa fase não é sobre seguir regras complicadas ou gastar com produtos importados. É sobre valorizar o que já conhecemos: o feijão, a verdura, a fruta, o azeite. Simples, acessível e com boas evidências por trás.
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