Centrão refaz as contas para 2026

Pesquisas internas e levantamentos públicos apontam disputa apertada entre Lula e Flávio Bolsonaro e colocam alianças no centro do jogo eleitoral

Giza Soares
Por Giza Soares 3 Min Leitura
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O avanço das articulações aumenta a pressão sobre partidos ainda sem posição definida Imagem: Agência Brasil
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Na política, há momentos em que é preciso ouvir menos os discursos e observar mais os movimentos. Quando partidos começam a refazer cálculos, pesquisas circulam reservadamente e antigas certezas são colocadas à prova, alguma coisa está mudando no tabuleiro.

É o que acontece agora na disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Segundo o Direita Online, levantamentos internos acompanhados por PP e União Brasil indicariam uma aproximação entre os dois candidatos. Do lado petista, a leitura é diferente: pesquisas da campanha continuariam apontando Lula à frente.

O que dizem os números

Levantamentos públicos também mostram uma corrida competitiva. O PoderData divulgado na quinta-feira (27) apontou Lula com 38% e Flávio com 35% no primeiro turno. Em eventual segundo turno, 45% a 44%.

Datafolha e Indexa/Broadcast também registraram vantagem de Lula em simulações de segundo turno, embora com diferenças entre os percentuais. Pesquisa não é previsão do futuro, mas fotografia de um momento. E, na política, fotografias influenciam decisões.

De olho no vencedor

É aí que entra o Centrão. Partidos com estrutura, tempo de campanha e presença nacional sabem que uma eleição presidencial não termina nas urnas. Quem vencer precisará construir maioria para governar.

Gilberto Kassab (PSD), candidato a vice de Ronaldo Caiado, chegou a afirmar que o Centrão estaria mais próximo de Lula e disse considerar “zero” a possibilidade de vitória de Flávio. Enquanto isso, o candidato do PL tenta concentrar o voto da oposição e já pediu apoio aos eleitores de Caiado, Romeu Zema e Renan Santos.

Tarcísio de Freitas, outro personagem importante da direita, também confirmou participação no ato de 7 de Setembro ao lado de Flávio.

O peso da escolha

Ainda há campanha pela frente e pesquisas podem mudar. Mas a redução das distâncias aumenta a pressão sobre quem permanece no meio do caminho.

O Centrão conhece esse jogo. Ideologia importa, mas poder, governabilidade e sobrevivência política também entram na conta.

A pergunta, portanto, talvez não seja apenas quem chegará primeiro às urnas. É quem conseguirá convencer os que ainda estão calculando de que lado vale a pena estar quando elas forem abertas.

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