O governo federal avalia uma resposta diplomática após a revogação do visto da embaixadora Maria Luiza Ribeiro Viotti pelos Estados Unidos. Entre as alternativas discutidas está a adoção de uma medida de reciprocidade contra representantes norte-americanos no Brasil, em formato semelhante ao adotado pelo governo de Donald Trump ou por outro mecanismo considerado equivalente em termos diplomáticos.
Atualmente, a principal representante dos Estados Unidos no Brasil é a encarregada de negócios interina em Brasília, Kimberly Kelly, que exerce a chefia da missão diplomática, mas não possui o mesmo status de embaixadora.
Nos bastidores, diplomatas brasileiros classificaram a decisão do governo norte-americano como uma forma de “chantagem” e defendem que o episódio não pode ficar sem uma resposta oficial por parte do Brasil.
Impacto da revogação
Segundo informações apuradas por fontes do governo, a revogação do visto não traz consequências imediatas para Maria Luiza Ribeiro Viotti. A diplomata pode permanecer em território norte-americano normalmente. No entanto, caso deixe os Estados Unidos, ela não conseguirá obter um novo visto para retornar ao país.
Integrantes do governo também avaliam que a medida possui caráter político e eleitoral, o que reforça a necessidade de uma reação diplomática.
Governo critica decisão dos EUA
Em nota divulgada na noite de terça-feira (4), o governo brasileiro afirmou que as justificativas apresentadas pelos Estados Unidos são “falsas” e classificou a decisão como parte de ações “motivadas por razões ideológicas incompatíveis com uma parceria bilateral que sempre foi pautada pelo respeito mútuo”.
A forma e o momento da eventual resposta brasileira ainda estão em discussão no Palácio do Planalto.



