Crystal recolhe lote de água mineral após identificação de bactéria; DF recebeu mais de 230 mil unidades

Anvisa determina suspensão de lote da marca Crystal distribuído em quatro estados; consumidores devem verificar embalagem e interromper o uso em caso de identificação do produto afetado

Flávia Marinho
Por Flávia Marinho 4 Min Leitura
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Garrafa de água mineral Crystal alvo do recolhimento determinado pela AnvisaImagem: Divulgação/Anvisa
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta quarta-feira (3) o recolhimento e a suspensão da comercialização, distribuição e uso de um lote da água mineral natural sem gás da marca Crystal após a detecção da bactéria Pseudomonas aeruginosa em amostras do produto. A medida atinge o lote P 200126, fabricado pela Mineração Bom Jesus Ltda., em Luziânia (GO).

Segundo a Anvisa, o lote investigado contém 374,4 mil garrafas de 500 ml distribuídas no Distrito Federal, Goiás, Tocantins e São Paulo. Somente o DF recebeu 230.443 unidades do produto.

Como identificar o lote afetado

Os consumidores devem verificar as informações impressas diretamente no corpo da garrafa. O lote alvo da medida é o P 200126, identificado pela inscrição:

LZ1 VAL 200127 3 P 200126

A validade correspondente é 20 de janeiro de 2027.

Caso o consumidor identifique uma garrafa pertencente ao lote, a orientação é interromper imediatamente o consumo e entrar em contato com a empresa para solicitar substituição ou reembolso.

Os canais de atendimento disponibilizados são:

Telefone: 0800 061 5000

E-mail: contato@brasal.com.br

Distribuição do produto

De acordo com informações apresentadas pela fabricante à Anvisa, as garrafas foram distribuídas da seguinte forma:

Distrito Federal: 230.443 unidades

Goiás: 66.768 unidades

São Paulo: 75.750 unidades

Tocantins: 1.439 unidades

No Tocantins, a distribuição ocorreu nos municípios de Arraias, Combinado e Novo Alegre. Já em Goiás, as cidades atendidas incluem Luziânia, Águas Lindas de Goiás, Valparaíso de Goiás, Cidade Ocidental, Santo Antônio do Descoberto, Formosa, Cristalina, Catalão e outras localidades.

Investigação começou no DF

A apuração teve início após uma coleta de rotina realizada pela Diretoria de Vigilância Sanitária do Distrito Federal (Divisa-DF). As análises conduzidas pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF) identificaram a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em amostras da água.

O resultado foi posteriormente confirmado por meio da contraprova prevista pelo Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS), gerando o Laudo de Análise Fiscal Definitivo nº 76.CP.0/2026.

Com a confirmação, o lote foi interditado e o caso comunicado à Anvisa. Segundo a agência reguladora, o produto não atende às exigências da legislação sanitária vigente relacionadas aos padrões microbiológicos para alimentos e águas envasadas.

Empresa afirma colaborar com investigação

Em nota, a Mineração Bom Jesus informou que realizou uma investigação interna para identificar as possíveis causas da ocorrência e apresentou documentação à Anvisa. A empresa também destacou que tem participado de reuniões com a agência e colaborado com as autoridades sanitárias.

Segundo a fabricante, mais de 300 amostras coletadas ao longo do processo produtivo e dos produtos finais foram analisadas após a notificação, todas com resultados negativos para microrganismos indicadores de contaminação.

A empresa afirmou ainda que, devido ao alto volume de vendas do produto, não há indícios de que o lote afetado ainda esteja amplamente disponível nos pontos de venda. Além disso, informou que iniciou imediatamente o recolhimento das unidades junto às distribuidoras e estima que cerca de 99,2% das garrafas do lote já não estejam mais acessíveis ao consumidor.

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