A nova presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Ana Cristina Viana Silveira, assumiu o cargo na segunda-feira (13) com a principal missão de reduzir a fila de espera por benefícios, que atualmente soma cerca de 2,7 milhões de pedidos. A mudança ocorre em meio à pressão do governo federal para melhorar o atendimento e diminuir o tempo de análise dos processos.
Servidora de carreira do INSS, Silveira substitui Gilberto Waller, que havia assumido a presidência do órgão em abril do ano passado, em meio a um escândalo bilionário envolvendo desvios em aposentadorias e pensões. Procurador federal especializado no combate à corrupção, Waller conduziu ações para conter a crise, incluindo o afastamento de seis servidores da cúpula e a restituição de mais de R$ 2,8 bilhões a beneficiários prejudicados.
Apesar das medidas, a fila do INSS continuou crescendo durante sua gestão e atingiu o recorde de 3,1 milhões de solicitações em fevereiro deste ano. O aumento no volume de pedidos e a demora na análise geraram preocupação no Palácio do Planalto, especialmente diante do impacto político do tema em ano eleitoral, o que motivou a troca no comando do instituto.
Novo momento no INSS
A expectativa do governo é que Ana Cristina consiga reverter esse cenário. Com mais de duas décadas de atuação no órgão, ela ingressou no INSS em 2003 e acumulou experiência em diferentes áreas da Previdência.
Antes de assumir a presidência, comandou o Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS) por quase três anos, período em que, segundo o Ministério da Previdência, dobrou a capacidade de análise de recursos. Em fevereiro deste ano, foi nomeada secretária-executiva adjunta da pasta.
O ministro da Previdência, Wolney Queiroz, afirmou que a escolha marca um novo momento para o instituto e destacou o perfil técnico da nova presidente. Segundo ele, Silveira reúne conhecimento completo do fluxo previdenciário, desde o atendimento nas agências até a fase recursal.
Trajetória na Previdência
Entre 2020 e 2024, Ana Cristina também atuou como professora de Direito Previdenciário, ampliando sua atuação na área. Sua experiência acumulada é vista pelo governo como fundamental para enfrentar o principal desafio da gestão: reduzir o tempo de espera e melhorar o acesso dos segurados aos benefícios.
A nova presidente assume com a meta de reorganizar processos internos e dar mais agilidade às análises, em um cenário de alta demanda e pressão por resultados imediatos.




