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Trump ataca papa Leão XIV e provoca reação do Vaticano

Pontífice evita confronto direto e reforça apelo por paz em meio a tensões internacionais

Paulo Cesar Sampaio
Por Paulo Cesar Sampaio 2 Min Leitura
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Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o papa Leão XIV em registros distintos durante agendas públicasImagem: Reprodução/Redação
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou publicamente o papa Leão XIV neste domingo (12), classificando o pontífice como “fraco” e acusando sua postura de prejudicar a Igreja Católica. As declarações foram feitas em uma publicação na rede social Truth Social e ampliadas em entrevistas à imprensa.

Na mensagem, Trump afirmou que não concorda com posições atribuídas ao papa sobre temas como política externa e segurança internacional. Apesar das críticas, não há registros de que Leão XIV tenha defendido que o Irã possua armas nucleares.

Críticas e ataques públicos

Trump declarou que prefere o irmão do pontífice e acusou o papa de ter sido escolhido por ser americano, insinuando motivações políticas na decisão do Vaticano. Ele também criticou encontros do líder religioso com figuras ligadas ao ex-presidente Barack Obama e afirmou que Leão XIV deveria “se recompor” e deixar de agir como político.

Além disso, o presidente norte-americano publicou uma imagem gerada por inteligência artificial em que aparece vestido como papa, cercado por símbolos dos Estados Unidos, o que ampliou a repercussão das declarações nas redes sociais.

Resposta do Vaticano

Nesta segunda-feira (13), o papa Leão XIV evitou aprofundar o confronto. Questionado por jornalistas durante viagem oficial à África, o pontífice afirmou que não pretende entrar em debate com Trump.

Segundo ele, sua posição permanece focada na promoção da paz. “Não sou um político, não tenho a intenção de entrar em um debate”, declarou.

Apelos por cessar-fogo e paz

No mesmo domingo, o papa voltou a defender um cessar-fogo em conflitos internacionais. Ele manifestou apoio ao povo do Líbano, pediu proteção à população civil e reforçou a necessidade de diálogo em crises como as da Ucrânia e do Sudão.

O pontífice iniciou nesta segunda-feira uma viagem de dez dias pelo continente africano, considerada sua primeira grande agenda internacional em 2026, com foco em mobilizar líderes globais e ampliar a atenção às demandas da região.

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