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Repasses milionários e crise bancária ampliam pressão sobre relações no DF

Movimentações sob análise, queda do Banco Master e reação do BRB colocam o sistema financeiro local no centro do debate

Giza Soares
Por Giza Soares 2 Min Leitura
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Celina Leão defende rigor técnico e confiança na estabilidade do BRB Paulo H. Carvalho/Agência Brasília
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Um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) colocou sob análise movimentações consideradas atípicas entre o Banco Master e empresas ligadas ao site de notícias Metrópoles. Os dados indicam transferências de cerca de R$ 27,2 milhões entre 2024 e 2025.

A análise aponta que parte dos valores seguiu de forma imediata para empresas vinculadas à família do ex-senador Luiz Estevão. O padrão das operações levantou suspeitas de possível movimentação em benefício de terceiros e foi classificado como “inusitado” diante do perfil financeiro do veículo.
Os repasses se intensificaram em 2025, com valores mensais que ultrapassaram R$ 5 milhões, tendo o Banco Master como principal origem dos recursos destinados à estrutura comercial do portal.

Efeito dominó

A cronologia das operações também chama atenção. Os repasses começaram no início do ano, enquanto ações de exposição de marca ocorreram apenas meses depois.

A Série D do Campeonato Brasileiro teve início em abril, mas os acordos de transmissão e visibilidade foram formalizados em julho. A presença da marca associada ao banco nos estádios ocorreu apenas no fim daquele mês, ampliando questionamentos sobre o intervalo entre pagamento e entrega.

O cenário se torna mais sensível ao coincidir com a fase crítica do Banco Master. A instituição passou por tentativa de negociação com o BRB, entrou no radar de investigações e, posteriormente, foi liquidada pelo Banco Central. O controlador, Daniel Vorcaro, está preso.

Reação do governo

Diante da repercussão, o Banco de Brasília (BRB) passou a adotar postura mais cautelosa. A governadora Celina Leão afirmou que a situação da instituição está sob controle e garantiu que há um plano técnico em andamento.

“O banco não vai quebrar”, declarou, ao comentar o cenário recente e as medidas adotadas.

Nos bastidores, a avaliação é de que o episódio ampliou a pressão por maior rigor na condução de operações financeiras e reforçou o peso político das decisões envolvendo o BRB.
O caso segue sob análise dos órgãos de controle.

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