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Serrinha do Paranoá vira parque e muda rumo de área antes ligada ao socorro do BRB

Decreto do GDF transforma gleba avaliada em bilhões em unidade de conservação ambiental no DF

Paulo Cesar Sampaio
Por Paulo Cesar Sampaio 2 Min Leitura
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Área da Serrinha do Paranoá será transformada em parque distrital após decreto do GDFImagem: Arquivo/Agência Brasília
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A área ambiental Gleba A da Serrinha do Paranoá, antes incluída em um plano para socorrer o Banco de Brasília, será transformada no Parque Distrital da Serrinha. A decisão foi autorizada nesta terça-feira (7) pela governadora Celina Leão, por meio de decreto publicado em edição extra do Diário Oficial do Distrito Federal.

A medida representa uma mudança significativa na condução do tema em relação à gestão anterior, do ex-governador Ibaneis Rocha, que havia incluído o terreno no projeto voltado ao banco público.

Mudança de posição do governo

Durante o governo Ibaneis, a área de 716 hectares era considerada o maior e mais valioso ativo da proposta enviada à Câmara Legislativa do DF, com avaliação estimada em cerca de R$ 2,2 bilhões. Na época, o então governador afirmou que não havia nascentes no local e classificou as críticas como parte de um embate com ambientalistas.

Agora, a nova gestão apresenta um entendimento diferente. Segundo Celina Leão, a região tem papel estratégico para a segurança hídrica do Distrito Federal, com presença de nascentes e importância direta na preservação ambiental.

A governadora destacou que a criação do parque garante proteção aos córregos Jerivá e Urubu, considerados essenciais para o abastecimento e o equilíbrio ecológico da região.

O que prevê o decreto

O decreto estabelece diretrizes para a recuperação de áreas degradadas, proteção da fauna e incentivo a atividades sustentáveis, como trilhas, ciclismo e ações de educação ambiental.

Outro ponto central é a criação de corredores ecológicos, promovendo a integração com áreas protegidas, como o Parque Nacional de Brasília.

A gestão do novo parque ficará sob responsabilidade do Brasília Ambiental, que terá até dois anos para elaborar o plano de manejo da unidade, com participação da comunidade local.

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