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Sustentabilidade que sai do discurso e entra na prática

Ação no Lago Paranoá une voluntários, mergulhadores e especialistas em um movimento que conecta preservação ambiental, economia e consciência coletiva

Giza Soares
Por Giza Soares 3 Min Leitura
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A gente promove essa limpeza na busca da conscientização do brasileiro sobre a importância do trato das águas...” Joberto Sant’Ana, Presidente da Assefe e Idealizador da iniciativaImagens: Divulgação/Ueslei Costa
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O Lago Paranoá foi palco, no último sábado, de uma ação que uniu consciência ambiental e mobilização social. Promovido pela ASSFE, o evento reuniu voluntários, mergulhadores e instituições parceiras para a retirada de resíduos e, principalmente, para reforçar a importância da preservação das águas na capital federal.

Presidente da Assefe e idealizador da iniciativa, Joberto Sant’Ana, destacou que a ação vai além da limpeza pontual. “A gente promove essa limpeza na busca da conscientização do brasileiro sobre a importância do trato das águas. O lago precisa ser preservado para que possa retornar a nós aquilo que oferecemos a ele”, afirmou .

A mobilização contou com apoio de grupos esportivos, mergulhadores e da Marinha do Brasil, garantindo segurança e ampliando o alcance da ação. Esta foi a primeira edição do projeto, que já nasce com o objetivo de se tornar contínuo e expandir o debate ambiental na cidade.

Consciência que transforma

Mais do que recolher resíduos, o evento trouxe reflexões sobre mudança de comportamento. Durante a ação, participantes destacaram que iniciativas como essa precisam ser constantes para gerar impacto real. “Se a gente quer fazer o bem, precisa perseverar. A prática repetitiva faz com que outras pessoas recebam a mensagem”, destacou um dos organizadores.

A sustentabilidade também esteve presente no campo da inovação. A ASSFE apresentou o projeto de energia limpa, baseado na geração distribuída, com potencial de reduzir em até 20% o custo da conta de energia dos associados, aliando economia e responsabilidade ambiental.

Especialistas também reforçaram o papel estratégico do Cerrado nesse cenário. O diretor executivo do Instituto Cerrados, Yuri Salmona, chamou atenção para a importância do bioma. “O Cerrado é o coração das águas. Ele abastece grande parte das bacias hidrográficas do país, e Brasília tem um papel central nessa dinâmica”, explicou .

A ação no lago evidencia que sustentabilidade não se resume a grandes projetos, mas começa em atitudes concretas. Entre a retirada de resíduos e o debate ambiental, o evento deixa uma mensagem clara: preservar é uma responsabilidade coletiva e urgente.

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