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No Oeste do DF, um novo farol de cuidado para diabetes e hipertensão

Em Ceilândia, inaugurado centro especializado amplia o acesso ao tratamento e reforça a atenção humanizada a pacientes crônicos

Giza Soares
Por Giza Soares 4 Min Leitura
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Aline Silva, filha de paciente com diabetes e hipertensão, destaca o sentimento de alívioImagem: Ana Marques/JCF
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A manhã começou com solenidade e esperança. No coração de Ceilândia, a inauguração do Centro de Referência em Atendimento a Diabetes e Hipertensão (Cradh) marcou, na última quinta-feira (23), um novo capítulo na saúde pública do Distrito Federal. Voltado a pacientes de alto risco, o espaço integra consultas, exames e acompanhamento multiprofissional em um só lugar, oferecendo o que muitos esperavam há anos: cuidado contínuo e mais humano.

Segundo dados do Ministério da Saúde, 12,1% dos adultos do Distrito Federal vivem com diabetes e 26,1% têm diagnóstico de hipertensão arterial. Entre as pessoas com mais de 55 anos, nas capitais brasileiras, esses índices ultrapassam a metade da população  50,1% entre 55 e 64 anos e 65,1% acima dos 65. O desafio é grande, e o novo centro nasce justamente para enfrentá-lo.

Atendimento completo em um só lugar

O Cradh reúne, em um único espaço, endocrinologistas, cardiologistas, nutricionistas, psicólogos, assistentes sociais, farmacêuticos, fisioterapeutas e enfermeiros. “O principal ponto positivo é que, agora, em vez da pessoa fazer todos esses atendimentos em outros lugares, ela pode fazer tudo no mesmo local”, explica a diretora de Atenção Secundária da região, Keila Lima.

Entre os moradores, a inauguração despertou emoção e alívio. Aline Silva, filha de uma paciente com diabetes e hipertensão, acompanhou a cerimônia. “Minha mãe tem diabetes e hipertensão há anos, e a gente sempre precisou correr muito pra conseguir atendimento. Saber que agora vai ter um centro assim aqui perto é um alívio. Dá esperança ver que ela vai ter acompanhamento de verdade, com tudo num só lugar.”

Estrutura e integração

O espaço foi reformado para receber consultórios modernos, salas de exames e ambientes acolhedores. O superintendente da Região de Saúde Oeste, Cézar Brenol Renk, afirma que o centro “vai gerar resultados fantásticos de acolhimento e humanização para o paciente de alto risco”.

O Cradh faz parte da estratégia de planificação da rede de atenção à saúde, que aproxima os serviços da população e reorganiza o fluxo de atendimento. “A planificação traz a reorganização do ambiente e do percurso do paciente, melhorando o acompanhamento e a resolutividade”, explica o subsecretário de Planejamento em Saúde, Rodrigo Vidal.

Um novo olhar sobre o cuidado

O Cradh segue o modelo de unidades já consolidadas no DF, como o Centro de Atenção ao Diabetes e Hipertensão (Cadh) e o Centro Especializado em Diabetes, Hipertensão e Insuficiência Cardíaca (Cedhic), que atuam com equipes multiprofissionais e foco na continuidade do tratamento.

Para o chefe da Assessoria de Humanização da SES-DF, Rodrigo Valim, o novo centro é mais do que uma estrutura: é um conceito de cuidado. “A planificação sintoniza com a necessidade do usuário e conecta a atenção primária à especializada. O Cradh vai servir como modelo de integração para toda a rede.”

Entre os discursos técnicos e os olhares esperançosos, o sentimento que ficou foi o de renovação. O novo centro começa sua trajetória com um compromisso simples e profundo: transformar o atendimento em acolhimento e fazer do cuidado um ato de humanidade.

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