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Homem que ameaçou youtuber Felca é preso em Pernambuco e é acusado de vender material infantil online

Operação conjunta das polícias de São Paulo e Pernambuco prendeu Cayo Lucas Rodrigues dos Santos, apontado como autor das ameaças de morte contra o influenciador

Flávia Marinho
Por Flávia Marinho 3 Min Leitura
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Preso por ameaçar Felca é preso pela Polícia Civil de SPImagem: Reprodução/Polícia Civil
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O youtuber Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca, voltou ao centro do debate público após a prisão de Cayo Lucas Rodrigues dos Santos, de 21 anos, em Olinda (PE), nesta segunda-feira (25). O jovem é acusado de ameaçar de morte o influenciador e de comercializar material infantil pela internet, segundo o secretário da Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite.

A investigação teve início após Felca denunciar em vídeo a exploração e a “adultização” de crianças nas redes sociais, citando casos como o do influenciador paraibano Hytalo Santos. Poucos dias depois da publicação, o criador de conteúdo passou a receber e-mails com ameaças, o que levou o Tribunal de Justiça de São Paulo a determinar a quebra de sigilo de dados de um endereço eletrônico usado para intimidações.

Ameaças rastreadas por decisão judicial

Os e-mails, enviados em 16 de agosto, continham mensagens explícitas como “prepara pra morrer” e “você vai pagar com a sua vida”. Com base em decisão judicial de urgência, o Google Brasil foi obrigado a fornecer dados de IP e registros de acesso, permitindo identificar Cayo como autor das mensagens.

No momento da prisão, policiais encontraram o computador do suspeito aberto na tela de acesso ao sistema de Segurança Pública de Pernambuco, fato que será analisado pela perícia. Além dele, outro homem, Paulo Vinícius Oliveira Barbosa, também foi detido, suspeito de envolvimento em crimes de invasão de dispositivos informáticos, previstos no artigo 154-A do Código Penal.

Felca vive sob escolta

As intimidações tiveram impacto direto na rotina do influenciador, que revelou em entrevista ao podcast PodDelas que passou a circular em São Paulo com carro blindado e seguranças. “Foram muitas ameaças, de assuntos delicados. É um risco real, mas é o preço de falar a verdade”, disse.

Felca, que já vinha se destacando por críticas ao mercado de apostas esportivas online, afirmou que levou cerca de um ano para preparar o vídeo sobre “adultização”, ouvindo especialistas como uma psicóloga infantil de São Paulo para embasar o conteúdo. O vídeo de 50 minutos reúne denúncias sobre a exploração da imagem de crianças em redes sociais e expõe como algoritmos acabam impulsionando esse tipo de material.

Debate ampliado

A repercussão das denúncias reacendeu discussões sobre a exposição de menores na internet e a responsabilidade dos pais e plataformas digitais. “Quando pais postam fotos e vídeos de filhos em perfis abertos, muitas vezes estão entregando material para predadores”, alertou uma juíza ouvida no processo.

Com a prisão de Cayo e do comparsa, a Justiça avaliará agora a transferência dos acusados para São Paulo, onde corre a investigação. A audiência de custódia estava marcada para esta terça-feira (26).

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