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EUA revogam vistos de secretário do Ministério da Saúde e ex-funcionário brasileiro por envolvimento no Mais Médicos

Medida do governo Donald Trump, anunciada pelo secretário de Estado Marco Rubio, acusa os dois de intermediar, via OPAS, contratação de médicos cubanos em condições de trabalho forçado

Paulo Cesar Sampaio
Por Paulo Cesar Sampaio 2 Min Leitura
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Acusados de intermediar contratação de médicos cubanos pelo Mais Médicos em condições de trabalho forçadoImagem: Reprodução/Internet

O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (13) a revogação dos vistos de Mozart Júlio Tabosa Sales, secretário de Atenção Especializada à Saúde do Brasil, e Alberto Kleiman, ex-funcionário do governo brasileiro e atual diretor da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA).

A decisão foi comunicada pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, que classificou o programa Mais Médicos como “um golpe diplomático inconcebível”. Segundo ele, os dois brasileiros usaram a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) como intermediária para contratar médicos cubanos, contornando exigências constitucionais e sanções dos EUA contra Cuba.

Rubio afirmou que “o esquema enriqueceu o regime cubano e privou a população da ilha de cuidados médicos essenciais”, citando denúncias de profissionais que relataram ter sido explorados pelo governo de Havana.

Programa sob críticas

Criado em 2013, no governo Dilma Rousseff, o Mais Médicos levou profissionais de saúde a áreas carentes do Brasil, incluindo a contratação de médicos estrangeiros, em sua maioria cubanos, por meio de acordo com a OPAS. A participação de Cuba terminou em 2018, após a eleição de Jair Bolsonaro.

Relançado em 2023, o programa mantém cerca de 24,7 mil médicos em 4,2 mil municípios, priorizando brasileiros formados no país, brasileiros graduados no exterior e estrangeiros habilitados.

Sanções ampliadas

A medida contra Sales e Kleiman integra uma série de ações do governo Trump contra autoridades brasileiras. Em julho, os EUA suspenderam os vistos de nove ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do procurador-geral da República, Paulo Gonet. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a decisão, chamando-a de “arbitrária” e “sem fundamento”.

Rubio reforçou que as restrições também podem atingir familiares imediatos dos sancionados. “Mais cedo ou mais tarde, todos que contribuírem para sustentar esses regimes responderão pelo que fizeram  e não haverá lugar para se esconder”, disse o deputado federal Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos.

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