Com ampla maioria, a Câmara dos Deputados derrubou nesta quarta-feira (25) os decretos do governo federal que aumentavam o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Foram 383 votos contra o ajuste e 98 favoráveis à manutenção, numa clara derrota para o Planalto. A proposta ainda será analisada pelo Senado.
Mesmo após recuar parcialmente no aumento inicial, o governo manteve previsão de arrecadar cerca de R$ 30 bilhões com a nova alíquota, o que não convenceu a maioria dos parlamentares. Para o relator Coronel Chrisóstomo (PL-RO), o pacote tinha caráter meramente arrecadatório, atingindo diretamente crédito, seguros, câmbio e investimentos, com vigência imediata e sem diálogo prévio.
A base governista tentou barrar a votação com pedido de retirada de pauta, rejeitado por 349 votos. O líder do PT, Lindbergh Farias, alertou para possíveis cortes de até R$ 12 bilhões em programas sociais, saúde e educação. Mas a mensagem do plenário foi clara: aumentar impostos, sem negociação e sob pressão, tem um custo político alto.




