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Feedbacks: caminhar seguro e em direção ao êxito

O retorno deve ser permeado pela empatia, como ferramenta humanizada que mobilize e estimule o crescimento acadêmico e socioemocional

Sandra Mara Bessa
Por Sandra Mara Bessa  - Professora 4 Min Leitura
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Imagem: Adobe Stock
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Boa parte das pessoas já ouviu falar em feedbacks ao longo da vida. De toda sorte, creio ser fundamental esclarecer aqui que feedback é a opinião, avaliação, retorno sobre algo que estamos fazendo ou produzindo. E muitas são as situações cotidianas em que precisamos estar atentos ao que os outros nos dizem a respeito de como estamos agindo ou mesmo como está nosso trabalho. Na educação, tratamos o feedback como parte da avaliação. Nesse sentido, pode se apresentar como um processo somativo em que só se obtém o resultado de notas ou se apresentar como formativo, cujo caráter construtivo possibilita a melhoria e, consequentemente, a aprendizagem efetiva.

Feedback como ferramenta humanizada de aprendizagem

Nem todas as pessoas são receptivas a ver desnudados os seus erros ou percalços cometidos ao longo de um processo educativo. E esse comportamento se deve muitas vezes à forma como lidamos com o erro. Em nossa cultura, o erro é punido ou motivo de chacotas. Significa, para muitos, incompetência ou inabilidade para determinada área. Desde pequenas, nossas crianças são instadas a acertar sempre. Se o comportamento é ruim correm o risco de perder a admiração de todos a sua volta. Se não aprende como esperam, a reação pode ser também bastante negativa. Daí a resistência em se aceitar que todos cometemos erros, posto que faz parte do desenvolvimento da aprendizagem como tentativa de acerto.

Tendo em vista o pressuposto apresentado nesse conceito de que há uma avaliação, precisamos falar sobre a comunicação que se efetiva por meio de um feedback. Afinal, como vimos, ser avaliado nem sempre é fácil. Tanto na escola, como em casa, o feedback deve ser permeado pela empatia, como ferramenta humanizada que mobilize e estimule o crescimento acadêmico e socioemocional de crianças e de adolescentes.

Comunicação autêntica e não violenta

A forma como apresentamos nossa avaliação pode, então, fazer toda a diferença para que esta se estabeleça como recurso na construção das aprendizagens. Uma comunicação autêntica e não violenta contribui para que sejam criados laços de confiança entre os adultos e as crianças e adolescentes, fortalecendo vínculos e propiciando espaços de diálogo enriquecedores.

Um bom feedback direciona a criança e o adolescente para o caminho a ser seguido, posto que compreende onde errou e é demanda a refletir sobre como solucionar o problema, o produto ou a dificuldade que apresenta. Estabelece-se, assim, um momento privilegiado de aprendizagem por meio da possibilidade de aprender, desaprender e aprender novamente sob nova perspectiva.

O feedback, dessa forma, contribui para a gestão da aprendizagem do/da estudante que passa a ver a avaliação como parte do processo de aprender e não apenas como um ato classificatório em que pode ser bem ou mal sucedido. Para que o feedback seja bem sucedido, há que se evitar críticas ao desempenho; estabelecer o diálogo por meio de uma escuta ativa; incentivar a autorreflexão e o autoconhecimento e reconhecer os pontos fortes das crianças e dos adolescentes.

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Posted by Sandra Mara Bessa Professora
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Gestora de projetos e especialista em Educação
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