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Moro condena ataques no Oriente Médio e critica resposta do Brasil

Senador propõe mudanças na lei para reforçar combate ao terrorismo após atentados do Hamas

Paulo Cesar Sampaio
Por Paulo Cesar Sampaio 2 Min Leitura
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Imagem: Jefferson Rudy/Agência Senado
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O senador Sérgio Moro (União-PR) expressou veemente repúdio aos ataques perpetrados pelo grupo Hamas contra Israel, durante seu discurso no plenário na última segunda-feira (9). Moro também criticou a resposta do governo brasileiro, argumentando que, apesar da condenação aos ataques terroristas em Israel, o país não estabeleceu uma posição clara perante a comunidade internacional.

Durante seu pronunciamento, Moro propôs uma revisão na Lei 13.810, de 2019, que aborda o cumprimento de sanções do Conselho de Segurança das Nações Unidas em relação a atos de terrorismo. Ele defendeu a necessidade de o Brasil ter a capacidade de classificar grupos terroristas de forma independente, sem depender de decisões externas.

Deveríamos atualizar nossa legislação para possibilitar a definição interna de grupos terroristas, permitindo-nos agir em conformidade com essa identificação. Dessa forma, poderemos cooperar de maneira mais eficaz com a comunidade internacional contra esses grupos terroristas, tanto aqui no Brasil quanto eventualmente no exterior”, enfatizou o senador.

Moro destacou que o Hamas iniciou uma guerra abrupta, resultando em um cenário de “destruição e sofrimento”. O parlamentar condenou veementemente a estratégia homicida adotada pelo grupo, que usa a população israelense como “moeda de troca” e submete os palestinos à sua ditadura.

É crucial fazer essa distinção e não confundir o Hamas com a população palestina. O Hamas assumiu o controle da Faixa de Gaza, mantendo mais de 2 milhões de palestinos praticamente como reféns de sua tirania. Além disso, devido aos seus atos homicidas em Israel, o Hamas expõe esses palestinos a retaliações e danos colaterais resultantes dos esforços de Israel. É fundamental ressaltar que nem todo palestino apoia o Hamas. O povo palestino e o Hamas são entidades distintas. O Hamas não representa o povo; ele é apenas um grupo terrorista”, afirmou o senador.

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