Com o encerramento das eleições, a segurança pública se apresenta (continua eternamente) como uma das principais pautas apontadas pelas pesquisas. O debate agora não pode mais ser postergado: é preciso enfrentar o tema com seriedade, responsabilidade e, sobretudo, com a consciência de que a população exige respostas concretas para um problema que afeta diretamente o cotidiano de milhões de brasileiros.
Para avançar, é indispensável ter coragem para modernizar o nosso sistema de segurança pública. Isso passa necessariamente pela urgente modernização do modelo de investigação e julgamento do Código de Processo Penal, de modo a dar celeridade e eficiência ao modelo, corrigindo distorções e eliminando entraves que hoje dificultam a eficiência e a punição de criminosos.
Crimes financeiros
Também é fundamental fechar os gargalos dos crimes financeiros. Nesse sentido, é preciso transformar novamente o ouro em ativo financeiro e criar, no âmbito da Polícia Federal, um braço especializado que acompanhe com lupa os crimes financeiros e os crimes praticados na internet, ampliando a capacidade de rastreamento, prevenção e repressão a essas práticas.
Além disso, o combate à corrupção e aos crimes de colarinho branco precisa de um tratamento mais rigoroso. A transformação desses delitos em crimes equiparados a hediondos é uma medida necessária para demonstrar que o país não tolerará mais a impunidade de quem lesa o patrimônio público e a ordem econômica. Chega de PCs Farias, Vorcaros; Tomaz e suas influências nefastas sobre os brasileiros.
PEC da Segurança Pública
Por fim, a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição nº 18 de 2025, conhecida como PEC da Segurança Pública, e a promessa de criação do Ministério da Segurança não podem se resumir a mudanças meramente formais. Elas precisam vir acompanhadas do incremento de leis e de melhorias reais e efetivas na área, com investimento, integração, inteligência e valorização das instituições, para que a modernização prometida chegue, de verdade, à vida do cidadão.



