Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado no segundo turno das eleições presidenciais deste domingo (25), afirmou que pretende recorrer à Justiça para pedir a anulação do pleito. O senador contestou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou em duas horas o horário de encerramento da votação.
Em pronunciamento após a confirmação da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio disse que não reconhece o resultado eleitoral nas condições em que a votação ocorreu. Segundo ele, a mudança no horário teria comprometido a igualdade entre os eleitores de diferentes estados.
A contestação, porém, contrasta com uma solicitação feita pela própria campanha do PL ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na tarde de domingo, o grupo pediu a extensão do horário de votação em municípios de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Santa Catarina.
Flávio também alegou que fiscais do partido foram retirados da sala-cofre do TSE durante a apuração. O tribunal negou a afirmação e esclareceu que o espaço não é aberto à visitação. Segundo a Corte, os fiscais do PL acompanharam a totalização dos votos e a divulgação dos resultados em uma área destinada à fiscalização.
Após o resultado, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, afirmou ter “absoluta segurança de todo o processo eleitoral”. A Procuradoria-Geral da República (PGR) também declarou que cumpriu sua função de fiscalizar o pleito, combater irregularidades e garantir o respeito à vontade dos eleitores.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), por sua vez, afirmou que não havia o que contestar e destacou que a vitória representava, em primeiro plano, a vitória da democracia.
Lula conquista o quarto mandato
Luiz Inácio Lula da Silva foi reeleito presidente da República após uma disputa acirrada com Flávio Bolsonaro. Com 97% das urnas apuradas, o sistema do TSE apontava 51,74% dos votos para o petista e 48,26% para o candidato do PL.
A vitória garantiu a Lula um quarto mandato presidencial, depois das eleições de 2002 e 2006 e do retorno ao Palácio do Planalto em 2023. O resultado também marcou uma virada em relação ao primeiro turno, quando Flávio havia ficado à frente do adversário.
Para o novo mandato, Lula terá de lidar com uma oposição expressiva no Congresso Nacional e com os desafios relacionados às contas públicas e à manutenção dos programas sociais.



