Trump questiona eleição no Brasil sem apresentar provas e diz que gosta de Lula

Mesmo após Lula vencer Flávio Bolsonaro com 4,4 milhões de votos de vantagem, presidente dos EUA insinua fraude eleitoral e é criticado por Celso Amorim

Paulo Cesar Sampaio
Por Paulo Cesar Sampaio 2 Min Leitura
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A declaração foi criticada por Celso Amorim, assessor do presidente para assuntos internacionais Imagem: Presidência da República
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na segunda-feira (26) que a eleição presidencial brasileira “pareceu mais uma eleição fraudada”, mas não apresentou provas de irregularidades. Apesar da declaração, o republicano disse que gosta de Luiz Inácio Lula da Silva e que mantém uma boa relação com o presidente brasileiro.

Lula venceu Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% do senador, uma diferença de aproximadamente 4,4 milhões de votos. O resultado foi confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na noite de domingo (25).

As declarações de Trump foram criticadas pelo ex-chanceler Celso Amorim, assessor especial de Lula para assuntos internacionais. Ele classificou a fala como contraditória e afirmou que o presidente americano estaria mal informado sobre o processo eleitoral brasileiro.

Flávio Bolsonaro contesta prorrogação da votação

Após o resultado, Flávio Bolsonaro declarou que não reconheceria a votação e que recorreria à Justiça para pedir a anulação do pleito. O senador contestou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin, que prorrogou o horário de votação até as 19h em seções que ainda estavam abertas.

A medida foi adotada após as campanhas de Lula e Flávio relatarem dificuldades enfrentadas por eleitores em diferentes regiões do país. Enquanto a equipe petista apontou problemas no transporte público, os advogados do senador citaram chuvas fortes, alagamentos e dificuldades de acesso aos locais de votação.

Segundo o TSE, cerca de 35 mil pessoas votaram após as 17h. Mesmo com a extensão do horário em algumas seções, a diferença entre os candidatos foi de aproximadamente 4,4 milhões de votos.

Enquanto outros líderes políticos do continente reconheceram a vitória de Lula e o parabenizaram, Trump questionou o processo eleitoral brasileiro sem apresentar evidências que sustentassem a acusação.

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