CLDF amplia debates sobre inclusão e diversidade na educação

Estudantes com altas habilidades participam de projeto educativo, enquanto especialistas discutem avanços no atendimento aos transtornos de aprendizagem

Flávia Marinho
Por Flávia Marinho 2 Min Leitura
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Iniciativas reuniram alunos e especialistas para discutir investimentos, identificação precoce e melhores condições de aprendizagem. Imagem: Sara Marques/ Agência CLDF
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A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) recebeu, nesta semana, estudantes com altas habilidades e especialistas em transtornos de aprendizagem. As iniciativas destacaram a necessidade de reconhecer diferentes perfis e ampliar o acesso à educação inclusiva.

Na quinta-feira (22), alunos das redes pública e privada atendidos pelo programa de altas habilidades e superdotação da Secretaria de Educação participaram do Projeto Interação, da Escola do Legislativo (Elegis). Eles pesquisaram obstáculos ao desenvolvimento de talentos e apresentaram propostas sobre investimentos, professores especializados e fiscalização.

A atividade aproximou os jovens do Poder Legislativo e estimulou reflexões sobre o papel das políticas públicas na vida escolar. Identificar talentos é apenas parte do desafio: também é preciso criar condições para desenvolvê-los.

Quanto mais informação acumulamos, mais recursos para comunicação política temos”, explicou o servidor Thiago Bazi, que apresentou aos jovens o funcionamento da CLDF.

Uma das críticas partiu dos próprios estudantes: “A falta de recursos é debatido de maneira fraca. Eles (deputados) podem melhorar a fiscalização para trazer o que é garantido à população”.

Aprendizagem em debate

Na segunda-feira (19), a Casa sediou o 1º Fórum Distrital de Conscientização da Dislexia e Demais Transtornos de Aprendizagem, promovido pelo Movimento para a Inclusão (Movin) em parceria com a Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos das Pessoas com Autismo.

A luta pela neurodiversidade é uma só, não importa a sigla da condição”, afirmou o deputado Eduardo Pedrosa. Ele defendeu triagem precoce, formação de professores, avaliações adaptadas e apoio multidisciplinar.

A neuropsicopedagoga Andreia Alves questionou a falta de informações sobre os alunos: “Sem dados consistentes, o planejamento fica muito limitado”. A ausência desse levantamento dificulta dimensionar a demanda por atendimento nas escolas.

Já a fonoaudióloga Renata Monteiro relatou encontrar adolescentes no nono ano sem alfabetização. “Eles sorriem porque começaram a ler”, disse sobre os resultados do acompanhamento.

Os encontros evidenciaram que valorizar talentos e enfrentar dificuldades de aprendizagem exigem escuta, dados e ações contínuas.

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