Leila do Vôlei pede licença do Senado e será substituída por primeira suplente no DF

Afastamento sem remuneração foi solicitado para cuidar da saúde e tratar de assuntos particulares; Leany Lemos tomou posse na terça-feira (6)

Paulo Cesar Sampaio
Por Paulo Cesar Sampaio 4 Min Leitura
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O afastamento, solicitado na segunda-feira (5), está previsto para terminar em 31 de janeiro de 2027Imagem: Agência Senado
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A senadora Leila do Vôlei (PDT) pediu licença sem remuneração do Senado Federal para cuidar da saúde e tratar de assuntos particulares. O afastamento, solicitado na segunda-feira (5), está previsto para terminar em 31 de janeiro de 2027, quando chega ao fim o mandato da parlamentar. O pedido ainda precisa ser votado pelo plenário do Senado.

Durante o período de licença, Leila será substituída pela primeira suplente, Leany Lemos (PSB), que tomou posse como senadora pelo Distrito Federal na terça-feira (6). A votação do requerimento de afastamento de Leila pode ocorrer ainda hoje.

Leila do Vôlei tem 55 anos, nasceu em Brasília e foi criada em Taguatinga. Antes de entrar para a política, construiu uma carreira de destaque no esporte. A ex-jogadora participou de três edições dos Jogos Olímpicos, em Barcelona, em 1992, Atlanta, em 1996, e Sydney, em 2000, além de ter conquistado duas medalhas de bronze com a Seleção Brasileira de vôlei.

Da quadra para a política

A entrada de Leila na política ocorreu em 2014, quando disputou uma vaga de deputada distrital pelo então PRB, atual Republicanos. Apesar de não ser eleita, ficou como primeira suplente da coligação.

No ano seguinte, assumiu a Secretaria de Esporte e Lazer do Distrito Federal durante o governo de Rodrigo Rollemberg, permanecendo no cargo até abril de 2018.

Ainda naquele ano, filiada ao PSB, Leila disputou uma das duas vagas do Distrito Federal no Senado e foi eleita com 467.787 votos. Com o resultado, tornou-se a primeira mulher eleita senadora pelo DF. O mandato começou em fevereiro de 2019 e termina em 2027.

Atualmente no PDT, Leila integra comissões do Senado, entre elas as de Assuntos Econômicos, Esporte e Meio Ambiente e a Comissão Permanente Mista de Combate à Violência contra a Mulher.

Atuação no Senado

Entre os projetos de destaque apresentados por Leila está a proposta que deu origem à Lei nº 14.132/2021, responsável por incluir no Código Penal o crime de perseguição, conhecido como stalking. A legislação passou a considerar crime perseguir alguém de forma reiterada, inclusive pela internet, com ameaça à integridade física ou psicológica ou interferência na liberdade e privacidade da vítima.

Em 2026, a senadora apresentou o PL 329/2026, que propõe mudanças na legislação sobre perseguição. Entre as medidas, o texto prevê que um único ato de extrema gravidade possa ser enquadrado como perseguição e que a ação penal não dependa da iniciativa da vítima.

Leila também foi relatora da Medida Provisória 1.357/2026, que zerou o imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50, medida que ficou conhecida como “taxa das blusinhas”.

Disputa pelo governo do DF

Antes de buscar a reeleição ao Senado, Leila disputou o governo do Distrito Federal em 2022 pelo PDT. Na eleição, recebeu 79.597 votos, o equivalente a 4,81% dos votos válidos, e terminou a disputa em quinto lugar. Ibaneis Rocha (MDB) foi reeleito governador.

Em 2026, Leila voltou a disputar uma vaga no Senado pelo Distrito Federal. Recebeu 686.340 votos, correspondentes a 21,25% dos votos válidos, mas não foi eleita. As duas vagas ficaram com Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, ambas do PL.

Com a licença de Leila, Leany Lemos assume temporariamente a cadeira no Senado como representante do Distrito Federal.

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