Flávio Bolsonaro promete usar maioria de direita no Congresso para mudar Constituição

Candidato do PL também articula apoio de partidos do Centrão e recebe respaldo de lideranças em Goiás para o segundo turno contra Lula

Flávia Marinho
Por Flávia Marinho 4 Min Leitura
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Segundo ele, a composição das duas Casas permitirá escolher os presidentes do Senado e da Câmara e avançar em mudanças constitucionaisImagem: Reprodução
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O candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, afirmou nesta terça-feira (6), em Goiânia, que pretende usar a maioria de parlamentares de direita eleitos no primeiro turno para promover mudanças na Constituição. Durante evento que marcou o apoio do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado à sua candidatura, o senador também defendeu a eleição de aliados para as presidências da Câmara dos Deputados e do Senado.

“O Brasil já me deu um Congresso muito mais à direita do que ele é hoje”, declarou Flávio. Segundo ele, a composição das duas Casas permitirá escolher os presidentes do Senado e da Câmara e avançar em mudanças constitucionais que, em sua avaliação, seriam necessárias para que as instituições “voltassem a respeitar a Constituição”.

O PL elegeu 121 deputados federais no primeiro turno. No Senado, foram 19 eleitos, e a bancada do partido chegará a 28 parlamentares com a soma dos atuais integrantes com mandato.

Embora Flávio não tenha citado diretamente o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador de sua campanha, aliados presentes no evento indicaram que ele deverá ser escolhido para presidir o Senado. Caiado afirmou que Marinho estaria preparado para assumir o cargo e conduzir as mudanças defendidas pelo grupo.

Apoios para o segundo turno

A campanha de Flávio também avançou na formação de alianças para o segundo turno. Além de Caiado, a federação formada por União Brasil e Progressistas (PP) anunciou apoio ao candidato. O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), que também disputou a Presidência, havia declarado apoio a Flávio na segunda-feira.

O movimento ocorre depois de Flávio terminar o primeiro turno à frente de Luiz Inácio Lula da Silva, com 47,03% dos votos, contra 45,16% do petista.

Em Goiás, Flávio recebeu ainda o apoio do governador Daniel Vilela (MDB), além de prefeitos e parlamentares eleitos. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também participou do evento e afirmou que trabalhará para ampliar a votação do candidato no estado.

Caiado, que terminou o primeiro turno em quinto lugar, com 2,18% dos votos nacionais, prometeu atuar diretamente na campanha de Flávio. Em Goiás, onde mantém sua principal base política, ele recebeu 12,33% dos votos. Flávio alcançou 53,60%, enquanto Lula ficou com 31,06%.

Apesar do apoio pessoal de Caiado, o PSD, partido do ex-governador, decidiu manter neutralidade na disputa presidencial e liberou os diretórios estaduais para conduzirem suas alianças locais.

Segurança pública

Durante o discurso, Flávio também apresentou propostas voltadas à segurança pública. O candidato defendeu medidas mais duras contra o crime organizado, incluindo o aumento das penas para integrantes de facções e a classificação desses grupos como terroristas.

Entre as propostas mencionadas estão a construção de 500 mil presídios, a redução da maioridade penal e punições mais rígidas para agressores de mulheres.

Durante o evento, apoiadores chegaram a pedir que Caiado fosse anunciado como ministro da Segurança Pública em um eventual governo de Flávio. O pedido, porém, não foi confirmado. Caiado e Vilela evitaram tratar o apoio como uma negociação por cargos.

Flávio encerrou o discurso convocando seus apoiadores a manterem a mobilização até o segundo turno, marcado para o dia 25. “Não deixem de ir votar no dia 25. Vamos vencer com um placar histórico”, afirmou.

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