A tentativa de ocupar o espaço fora dos grupos tradicionais é uma das apostas de Ellison, candidato do Agir ao Governo do Distrito Federal. Em entrevista ao podcast Política do Bem, ele se apresentou como representante de uma “nova geração” e afirmou que entrou na disputa para ampliar as opções oferecidas ao eleitor, mesmo enfrentando as limitações de estrutura de um partido pequeno.
Entre as principais propostas está a chamada Saúde Digital. A ideia prevê prontuário único, acompanhamento da posição do paciente nas filas, agendamento de consultas e informações sobre disponibilidade de atendimento nas unidades da rede pública. Para Ellison, mais do que prometer zerar filas, o governo precisa dar transparência ao cidadão.
Gestão e futuro
Na mobilidade, o candidato defende expansão da eletromobilidade, mais ônibus elétricos, ampliação do metrô e instalação de pontos de recarga. Também propõe planejamento de longo prazo, com uma estrutura voltada para pensar Brasília até 2060.
Na segurança, o vice Sérgio Prado defendeu reforço do efetivo policial e o retorno de agentes atualmente cedidos a outros órgãos. A chapa sustenta que saúde, educação, segurança e transporte precisam transformar Brasília em referência nacional.
Mas foi no terreno político que a entrevista esquentou. Questionado sobre seu candidato à Presidência, Ellison evitou cravar um nome. Disse ter “carinho” pelas propostas de Augusto Cury, mas afirmou que ainda analisa as candidaturas. Prado foi mais direto: declarou estar entre Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado, com maior inclinação por Caiado.
Ellison tenta, assim, construir uma candidatura distante da polarização. O desafio dos bastidores será transformar o discurso de independência em identidade política capaz de ser reconhecida pelo eleitor.



