Veja dicas para se cuidar e evitar a desidratação durante a seca no DF

Baixa umidade e temperaturas acima dos 35 ºC aumentam o ressecamento das vias respiratórias e podem favorecer problemas de saúde

Flávia Marinho
Por Flávia Marinho 3 Min Leitura
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A combinação de calor intenso e baixa umidade aumenta o ressecamento das vias respiratórias e pode provocar dor de cabeça, fraqueza, sangramento nasal e outros desconfortosImagem: Reprodução
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A combinação de altas temperaturas e baixa umidade do ar tem ampliado os desconfortos enfrentados pelos moradores do Distrito Federal durante o período de seca. Garganta seca, pele áspera, boca rachada, dor de cabeça e mal-estar estão entre os efeitos associados às condições climáticas registradas na capital.

No fim de agosto, Brasília registrou três dias consecutivos de recordes históricos de temperatura para o período. A estação meteorológica do Gama marcou 35,2 ºC, enquanto Planaltina teve umidade relativa do ar de apenas 13%. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica a continuidade de dias quentes e abafados, mesmo com possibilidade de chuva em alguns pontos.

Baixa umidade afeta o organismo

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a umidade relativa do ar considerada ideal fica em torno de 60%. Quando os índices ficam muito abaixo desse patamar, o organismo pode sofrer com o ressecamento das vias respiratórias e o aumento da perda de água pela respiração.

O professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília (UnB), Ricardo Luiz de Melo Martins, explica que o nariz pode ter dificuldade para condicionar adequadamente o ar inspirado. Com isso, parte dessa função passa para a mucosa brônquica, o que contribui para o ressecamento do sistema respiratório.

Entre os efeitos associados à baixa umidade estão fraqueza, desânimo, dor de cabeça, conjuntivite, sangramento nasal, alergias e infecções, principalmente na pele e no sistema respiratório. Também podem ocorrer formação de crostas no trato respiratório e alterações na pressão arterial.

“A baixa umidade acarreta a concentração de névoa seca e deixa o ar que respiramos concentrado de poeiras em suspensão, fumaça dos automóveis e partículas oriundas das queimadas que ocorrem quando a umidade está muito baixa”, afirma Ricardo Luiz de Melo Martins.

Período de seca exige atenção

Além do desconforto causado pelo calor, o ar mais seco pode aumentar a presença de partículas em suspensão, fumaça e poeira. O cenário exige atenção principalmente com a hidratação e com os cuidados voltados à proteção das vias respiratórias.

As orientações para enfrentar o período de seca foram elaboradas a partir de entrevistas com Ricardo Luiz de Melo Martins e com o pneumologista Guilherme Carvalho. O objetivo é ajudar adultos a reduzir os impactos da baixa umidade e das altas temperaturas sobre a saúde.

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